Faça diferente: forme uma equipe de porcos!

  11 Comentários   Gestão na Prática  
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Qual a diferença entre o porco e a galinha nesse lindo café da manhã britânico?

Diferença entre galinha e porco

A galinha está envolvida, o porco está comprometido.

A galinha botou o ovinho e ficou lá na sombra do seu galinheiro (tudo bem, nem tão confortável galinheiro) e o porco está literalmente no prato. Como você provavelmente sabe, na LUZ tentamos fazer as coisas não como “elas devem ser”, mas como nos faz mais sentido.

Plano de carreira? Não tem. É impossível prevermos o futuro e lhe garantir retornos.

Processo seletivo? Não tem, pelo menos não da forma como você conhece. Imagina que atrocidade achar que conhece alguém pelo seu CV (onde todos tem inglês avançado e espanhol intermediário) e uma entrevista, onde mesmo se fizermos belas perguntas comportamentais, um “bom” candidato já pensou numa resposta perfeita para ela antes (com a ajuda do google).

Horário de entrada e saída? Não tem.

Local fixo de trabalho? Também não.

Com a equipe é a mesma coisa. Não queremos o tradicional funcionário que bate ponto, que “faz o seu”, que fica mendigando benefícios e achando que o “patrão ganha muito”. Queremos o maluco que se entrega de corpo e alma para a empresa, que trás soluções, que dialoga abertamente com todos sobre remuneração. Atenção, esse maluco é bem diferente do outro que chega às 5, sai às 22 e acha que está sendo produtivo e é injustiçado.

 

Mas como criar esses porcos?

 

Equipe de porcos

 

Eu acredito demais no poder da recomendação. É muito bonito estruturar um processo, definir competências, elaborar questionários e divulgar em jornais, murais, sites e etc. Agora, daí a isso funcionar, são outros quinhentos. Na minha experiência, o que funciona é pegar os bons profissionais que você conhece, ligar para eles e pedir indicação. Estes, inclusive, lhe ajudarão a definir melhor a vaga ao tirar suas próprias dúvidas. Porém não dependa apenas de amigos. Quando vamos contratar eu divulgo para uma bela lista de alumni de uma empresa na qual trabalhei, divulgo na rede do Hub Rio e outras, onde sei que só virá coisa boa e/ou com ótimas intenções!

Divulgada a vaga, está na hora de você saber seduzir o cara e fazer com que ele pule na panela com vontade! Há muito empreendedor por aí que acha que qualquer candidato deve ficar de quatro pela empresa dele. Pera lá meu caro, o Brasil vive quase pleno emprego, profissional que é bom está escolhendo pra onde vai. É, sim, muito necessário mandar bem nessa etapa. Mas como faze-lo?

 

Não posso te dar o seu caminho, mas posso compartilhar um pouco do nosso. Discurso na entrevista é útil, mas só para botar o cara para dentro. Depois disso, quem sabe faz ao vivo, quem não sabe cria galinhas. Nossa filosofia: na LUZ todos são sócios ou um dia o serão. E não é só porque ter sócio é barato (o que é um plus), mas principalmente porque gera um engajamento de outro nível (podemos chamar de um processo de “porqueamento”). Mas sócio não é o bastante. Além disso, é importante que ele seja dono de algo o mais cedo possível. O que ele toca na empresa? O que é dele? Estendendo a metáfora, como ele bota o baconzinho dele na reta? Sócio no cartão mas não na prática que está feliz, de duas uma: ou não é um cara maduro e só está nessa pela onda, ou é um cara mediano, e está feliz em se esconder atrás do seu status. Em ambos os casos, manda esse porco pra outro chiqueiro!

 

Após contratar e direcionar, há apenas uma frase que deixo para vocês, e que está pintada numa parede da Casa LUZ:

Frase inspiradora para empreendedores LUZ

“Se você quer construir um barco, não convoque os trabalhadores, divida o trabalho e lhes dê ordens. Ao invés disso, ensine-os a desejarem a infinita imensidão do mar.” _ Antoine de Saint Exupéry (tradução bem livre)

 

E aí, você considera sua equipe de porcos? Gostou da ideologia? Comente, compartilhe!

Até semana que vem 🙂

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  • Tiago Amorim

    Fala galera, a filosofia é boa, mas a ideologia com os porcos e a frigideira não me pegou. Se eu não conhecesse os ótimos textos que vcs fazem eu pararia na primeira foto… rs. Pq essa comparação parece q o empregado tem q dar tudo e no final depois de sofrer vai parar num café da manhã qlqr… rs.

    Enfim, tirando essa parte. Parabéns mais uma vez pela inovação como vcs tratam @s sóci@s, amig@s, empregad@s! (porcos não… por favor..rs)

  • Guilherme Lito

    Fala Tiago,

    Beleza? Hahaha bom, se a analogia for estendida, realmente chegaremos onde não queremos. De fato metáforas tem esse ponto fraco de terem um horizonte não tão longo.

    De qualquer forma, como estou há um tempo numa onda mais filosófica gostaria de provoca-lo. Os porcos tem sentido pejorativo apenas se considerarmos o que nos foi ensinado a vida toda. Se pararmos para pensar, na verdade eles podem carregar sentidos positivos. Dentro do meu limitadíssimo entendimento do que eles fazem, sei que reduzem desperdício e são relativamente pacíficos, duas características que eu tento cultivar.

    Levando isso em consideração, voltaria a defender o título do post!

    Abs,

  • Tiago Amorim

    Concordo plenamente, por isso falei da primeira foto e da questão do porco se “doar” para parar no prato. Compartilho e muito dessa viagem filosófica e tb acho os porcos seres maravilhosos. Foquei na primeira foto pq como vegetariano não curto comparações com animais e o uso deles, isso é uma coisa do homem de querer dar uso e “coisificar” os seres que são sencientes e livres para o seu benefício. Assim como as empresas tradicionais gostam de coisificar o empregado (bem, recurso, empregado, etc). Essa é uma bela viagem q como sugestão poderia até ser uma outra postagem senão a gente acaba desvirtuando o texto aqui.

    Mais uma vez, entendi e gostei mto do q vcs estão fazendo aí, só não curti a metáfora do porco, se vc colocasse as características de limpeza, organização, o lado pacifico eu defenderia o título! Mas o porco no prato como ele “deve ser” não defendo.. rsrs

    Abraços!

  • Guilherme Lito

    Irado Tiago! Gostei da sugestão, farei algum post com essa comparação sim. Enquanto isso, estou reduzindo minhas doses de carne, mas continuo traçando uns peixinhos e frutos do mar por aí!

    Qualquer dia chego nesse patamar!

    Abs,

  • Tiago Amorim

    Legal, Guilherme!! Vc consegue, sim!!!

    Posso aproveitar e fazer um jabá? rs

    Entra lá, tem diversas informações e alguns produtos que estamos lançando para crianças voltado para direitos animais
    http://www.facebook.com/GrupoUla

    Qualquer coisa pode apagar esse comentário depois! rs

    Abraços!

  • Pingback: 4 Ditados Proibidos para Empreendedores | Blog LUZ Loja de Consultoria()

  • Pingback: | Blog LUZ Loja de Consultoria()

  • Artigo muito interessante. Estava conversando com um amigo sobre ser melhor ter sócios do que empregados. Assim todos compratilham das mesmas alegrias e dilemas e entendem a empresa como um projeto desenvolvido pelas pessoas que acreditam nelas.

  • Guilherme Lito

    Oi Elizete,

    Obrigado pelo comentário! O interessante é que na teoria é muito fácil aceitar o fato de que todos são iguais (ou quase iguais). Agora a dificuldade é que os “porcos” realmente tenham não só uma cota, ou um voto meio discreto na tomada de decisões. Se é para incorporar essa filosofia, que incorporemos até o fim!

    Abs,

  • Parabéns pela leveza e objetividade de seu texto. A metáfora (quase uma hipérbole) é bastante apropriada para distinguir “envolvimento” de “comprometimento”. Eu a utilizo há mais de 10 anos em meus treinamentos e ela tem um efeito bastante efetivo.
    A galinha põe os ovos e sai “faceira” como se diz no sul. E o porco, tem que morrer para virar bacon. Mas é claro, é só uma metáfora/hipérbole para exemplificar a busca incessante das empresas pelo comprometimento.

  • Guilherme Lito

    Oi Sueli,

    Tudo bem? Valeu pelo comentário! Que legal que você usa em palestras, eu tenho utilizado também e funciona bem! É bom para termos como base para conversas depois. Tipo “o fulaninho está muito galinha, como a gente faz para ele se jogar na panela?”

    Feliz ano novo! 🙂

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