Orçamento? Tem umas dicas aqui, aproveita!

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Orçamento - Real x Planejado

Temos tratado nos últimos posts da importância do planejamento e de se conhecer objetivos para se chegar a algum lugar, com mais chances de sucesso.

Falamos de ciclo de planejamento PDCA  e de gestão de sonhos.

No post anterior, combinamos abordar orçamento e este é o tema que vamos olhar brevemente.

Quando iniciamos os cálculos é bem frequente que passemos de fato a saber o quanto que se desconhece do que se deseja orçar…

Pareceu engraçado ou até meio doido? Desculpe, mas não é não.

O orçamento vai nos exibindo diversos aspectos fundamentais do “negócio” e nos damos conta de como nos faltam informações relevantes.

Bora conhecer algumas sugestões e dicas para percorrer o caminho?

Pegue seu assento que o trem vai partir…

trem

 

 

 

 

 

Estabelecendo o que será orçado

Acabamos, muitas vezes, por perder de vista uma determinada árvore quando olhamos uma densa floresta.

Este também é o caso quando iniciamos um orçamento.

Precisamos delimitar, claramente, o que se vai orçar para não nos perdermos em números e roteiros que em nada irão contribuir para que nosso trem chegue na estação de destino.

Imaginemos, só por instantes, que você irá realizar o orçamento de um traje de mergulho. Este número irá subsidiar a decisão quanto à aquisição ou o aluguel.

Sim, você a.d.o.r.a mergulhar então faz sentido esta comparação.

Na próxima viagem de férias, programou mergulhos memoráveis, e, certamente, irá fotografar cada pedacinho de alga que aparecer no visor da máscara.

Pela descrição diversos aspectos que envolvem o desejo de mergulhar chamam nossa atenção.

Mas, lembre-se, o que se deseja, neste momento, é o orçamento do traje de mergulho.

Se você vai fotografar ou não, se chegará ao local do mergulho nadando ou numa lancha de zilhões de pés não nos interessa, por enquanto.

Ficou claro ou está viajando nas fotos que vai fazer, hein?

mergulho

 

 

 

 

 

Volte aqui que está só começando

Uma vez delimitado o objeto do orçamento, passaremos a identificar tudo o que é relevante para determinar o valor pretendido.

Neste caso, em linhas gerais, temos a vestimenta, a máscara e a fonte de suprimento de ar.

Já temos uma primeira escolha a fazer:

O mergulho será com “cilindro” ou faremos com “nosso próprio suprimento de ar” (com o ar que podemos armazenar nos pulmões)?

Este é um exemplo de que avançando no processo de orçar vamos descobrindo facetas que num primeiro momento desconsideramos, pois sequer as conhecíamos.

orçamento

 

 

 

 

 

 

Em que bases faremos o orçamento?

Pretendemos, deste modo, empregar uma metodologia para conhecer, a priori, um montante para uma tomada de decisão.

Se estamos iniciando os cálculos, significa que estamos na fase de um planejamento orçamentário, não é?

Pode ir se acostumando pois sempre trazemos o planejamento para um papel principal dos cenários.

Caso não goste da atividade, pode ser interessante rever este “desgosto”.

Voltemos ao exemplo:

Vamos considerar que um dos seus primos é mergulhador frequente.

Em todas as oportunidades ele realiza mergulhos e adora este hobbie.

Pois muito bem, como ele é conhecedor do esporte, em condições de amador, tal como você, poderemos obter dele diversas informações importantes.Inclusive os valores envolvidos.

Observe que neste sistema de planejamento orçamentário tomamos por base  algum dado ou expertise. Utilizamos do conhecimento de outros para nos instruir e subsidiar.

Pode ser uma boa alternativa mas, tenha em mente, também pode “esconder” aspectos importantes da singularidade do “seu” planejamento, que neste exemplo, é o seu mergulho.

Continuemos na hipótese: seu primo tem um nariz bem comprido, necessita de correção visual e tem 1,98 de altura.

Logo, há que se considerar a aquisição de uma máscara especial  e tamanho também o traje. Já, no seu caso, suas proporções nasais são comuns, sua visão é perfeita  e você tem 1,65 de altura. Sorte a sua, hein!

sorte

 

 

 

 

 

Desconsiderando estas singularidades poderemos “inchar” o orçamento com um valor que, em nosso caso, não se aplica. Na outra mão, se o seu primo usasse o seu valor não teria verba para atendider seus requisitos especiais. De todo modo, há margem para enganos.

Mesmo os especialistas não conhecem de tudo nem de todos os cenários e possibilidades, tenha essa questão no seu radar.

Então, ficou claro até aqui? Pode reler tudo de novo que dá tempo.

Seguimos?

Outro processo é o orçamento sem qualquer referência anterior.

Fazemos todo o levantamento e a tomada de preços com base somente no que se conhece hoje, no momento presente, sem auxílios de especialistas ou referências anteriores.

Este é o orçamento base zero que, também, pode ser uma valiosa ferramenta.

No entanto, nada é perfeito e universal. Aqui aspectos relevantes podem ficar de fora, pela nossa ignorância ou insuficiência de conhecimentos.

ignorancia

 

 

 

 

 

Muito bem…. Qual escolher?

Consultando o oráculo ou os deuses do olimpo também não se consegue uma resposta definitiva.

Os dois processos podem ser úteis, dependendo do que se deseja orçar e em que maturidade de conhecimento estivermos.

Há que se considerar ainda, se o que se deseja orçar incluir mão de obra em separado.

Pare tudo que aqui há cuidados especiais.

O expressivo desaquecimento das atividades econômicas em terras pau-brasil a partir de 2014 teve, dentre um leque perverso, uma pitada a mais de crueldade: o não fazer.

O desemprego trouxe para dezenas de milhões de conterrâneos a ociosidade se estendendo por um intervalo grande de tempo.

Maior tempo fora do mercado produtivo, mais difícil ainda o “resgate” de uma competência. Se é que será possível resgatá-la…Operar uma máquina, realizar um procedimento, gerar formulários… Como atingir os mesmos índices de produtividade se não há lugar para o desempenho?

Reza a lei universal que, como em qualquer outro organismo, o não fazer atrofia o bem fazer.

Desconsiderar este componente na orçamentação é fator que nos afasta de números factíveis que é tudo o que não se deseja.

Portanto, lupa nas avaliações de mão de obra e nada de se enganar deliberadamente.

ócio

 

 

 

 

 

Como dito anteriormente, uma serie de aspectos que até nem se suspeitava vão se mostrando ao avançar no procedimento.

Isto posto, pode ser interessante, caso possível e viável, realizar os dois processos e observar o desvio entre os números finais. Refletir sobre conduz a decisão mais instrumentalizada.

Vamos recapitular

  • O que eu quero orçar
  • Em que bases irei orçar
  • Comparação de números

Passemos então aos lembretinhos bobos mas como os bobos têm vida boa na corte, vamos  listar:

bôbo

 

 

 

 

 

  • Critique sempre os valores. Estão coerentes?
  • A ordem de grandeza está correta? É centena ou é milhão?

E para fechar:

  • Orçamento não se acompanha: Orçamento se afere!

Ou seja, se estabelece o montante inicial e com a evolução do projeto vai se analisando os desvios. Podemos detalhar um pouco mais o acompanhamento no próximo artigo, topa?

Da compreensão dos motivos do desvio entre o orçamento e o acompanhamento se elabora um plano de ação que pode ser até mesmo uma completa revisão.

E já que se falou de revisão, aproveita e revisa os cálculos, com atenção e suspeição. Isto mesmo, s.u.s.p.e.i.t.e dos números, das relações que estabeleceu: suspeite de tudo.

suspeite

 

 

 

 

 

 

  • Ao final, com o montante obtido, adote também uma referência em outra moeda ou índice.
  • Registre o que adotou como premissas: no nosso exemplo você não tem requisitos especiais para a máscara nem para as roupas de mergulho.
  • Registre também as condições em que realizou o orçamento. Datas especiais ou momentos em que ocorrem eventos podem impactar os preços e, consequentemente, seu orçamento final.

Então, me diga agora:

Vai mergulhar de traje novinho ou vai alugar aquele antigão?

mergulho velho

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