13 Exercícios e Histórias sobre Quebra de Paradigmas

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Impossível você ir a uma palestra de criatividade, inovação, design thinking, lean start-up ou qualquer outro tema moderno e “cool” que não possuam alguns slides sobre quebra de paradigmas que te deixam se sentindo um estúpido. Embora, quem assista fique um pouco envergonhado por sua “falta de criatividade” para o palestrante esses exercícios são “matadores” e garantem uma apresentação memorável. Por isso, resolvi, para ajudar nossos leitores-palestrantes, juntar neste post alguns exercícios e histórias sobre quebra de paradigmas!

 

1) A moça e a velha

Um dos mais clássicos. Excelente exemplo de visão viciada. Alguns palestrantes até “induzem” o erro, separam a turma em dois grupos e fazendo um grupo ter algum estímulo (texto, vídeo, história, etc) sobre uma mulher jovem e outro sobre uma mulher velha. Adivinha o resultado?

 

2) o Sapo e o Cavalo

Outro clássico dos clássicos. Bela ilustração de como as coisas podem ser totalmente diferentes de quando olhamos de ângulos diferentes. Quantos problemas não são resolvidos assim, não é verdade?

paradigma-cavalo-ou-sapo

3) Onde está o wally?

Não tão clássica, mas considero belíssima metáfora. Quando você encontra o Wally em qualquer uma das fotos, o mundo muda para você. Uma vez visto, nunca é esquecido.

 

4) Como Nascem os Paradigmas

É um filme antigo, sobre uma pesquisa mais antiga ainda. Acho clichê, mas o que seríamos de nós sem eles?

 

5) Mendigo: Case Study

O resultado prático de uma ação simples que muda a maneira como vemos um mendigo no nosso dia-a-dia.

6) História da Caneta vs Lápis

Keep it simple.

 

“Conta-se que os astronautas, na altura da corrida espacial entre norte-americanos

e russos, se defrontaram com a necessidade de usar  uma caneta que escrevesse no

espaço. Ora, nem as canetas de tinta permanente nem as esferográficas funcionavam.

Nas primeiras, as variações de pressão espalhavam a tinta pelo espaço, em gotículas.

Nas segundas, a ausência de gravidade impedia que a tinta fluísse da carga para a ponta.

 

Tal como acontece quando procuramos escrever com esferográficas normais viradas

para cima, a tinta não tinha pressão na pequena esfera e não passava para o papel.

Norte-americanos e russos, defrontados com o problema, tiveram atitudes diferentes.

 

A NASA gastou milhões de dólares investigando instrumentos de escrita

alternativos. Finalmente, após anos de trabalho de numerosas equipas, conseguiu criar

uma esferográfica que escrevia no vazio do espaço e sem gravidade. Funcionava com

um complexo reservatório pressurizado, pelo que nunca se tornou uma solução prática.

Defrontados com o mesmo problema, os astronautas russos encontraram outra

solução: passaram a usar lápis!”

 

7) História do Navio vs Farol

A veracidade pouco importa. O que importa é que a história é muito boa para ilustrar como podemos acabar nos ferrando se seguirmos cegamente nossos paradigmas e verdades.

“This is the transcript of the ACTUAL radio conversation of a U.S. naval ship with the Canadian authorities off the coast of Newfoundland October 1995. Radio conversation released by the Chief of Naval Operations10-10-95.

Canadians:
Please divert your course 15 degrees to the South to avoid a collision.

Americans:
Recommend you divert your course 15 degrees to the North.

Canadians:
Negative. You will have to divert your course 15 degrees to the South to avoid a collision.

Americans:
This is the Captain of a US Navy ship. I say again, divert YOUR course.

Canadians:
No. I say again, you divert YOUR course.

Americans:
THIS IS THE AIRCRAFT CARRIER USS LINCOLN. THE SECOND LARGEST SHIP IN THE UNITED STATES ATLANTIC FLEET. WE ARE ACCOMPANIED BY THREE DESTROYERS, THREE CRUISERS AND NUMEROUS SUPPORT VESSELS. I DEMAND THAT YOU CHANGE YOUR COURSE 15 DEGREES NORTH, I SAY AGAIN,THAT’S ONE FIVE DEGREES NORTH, OR COUNTER MEASURES WILL BE UNDERTAKEN TO ENSURE THE SAFETY OF THIS SHIP.

Canadians:
We are a lighthouse, your call.”

 

8. Seção Diagonal de Inhotim

Já falei antes, mas falo denovo. Pessoalmente, está é uma instalação artística genial e nada representa mais uma paradigma do que essa parede ilusória.

 

 

9) Salto em Altura

Dick Fosbury. Decidiu que, contra o paradigma do momento, era possível pular mais alto de costas. Medalhista de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1968. Dos 36 medalhistas olímpicos no evento, de 1972 até 2000, 34 utilizaram o “Salto Fosbury”. #ficaadica

 

 

10) 9 pontos com 4 traços

Parece um exercício bobo, mas a maioria das pessoas vai tentar solucioná-lo dentro do quadrado formado pelos pontos.

11) Garoto Lendo Revista

Temos que investir nesse olhar questionador infantil. Como já dizia aquele filme, “não é possível que a gente quando criança esteja sempre envolvido em criatividade, pintando, desenhando, representando… Ao crescer, deveríamos aprimorar essa capacidade criativa. Mas acabamos perdendo isso.” _ Muito em função dos paradigmas.

 

12) Palestra do Ricardo Semler

Sempre motivadora, essa palestra do Semler acaba com metade dos nossos paradigmas atuais.

 

 

13) Terry Tate

Uma bem humorada quebra de paradigma dentro dos modelos de motivação da Reebok.

 

E ai, curtiu? Tem alguma outra boa história ou exercício para dividir com a galera? Comenta ai!

3 COMENTÁRIOS

  1. Muito bacana a seleção!! Eu gosto de dois exemplos:
    um sobre os índios que não viam os navios portugueses chegando até que eles estavam muito perto, pois nem mesmo consideravam a possibilidade de algo assim existir.
    outro é a história do Valentino Rossi, que teve que quebrar seu próprio paradigma de pilotar.
    Este filme tb (bem antigo) tb é ótimo: https://archive.org/details/Questao.dos.Paradigmas
    Um abraço

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