Design Social: O comércio voltado para as comunidades

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Design Social: O comércio voltado para as comunidades
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O Design Social surgiu para sanar os problemas dos consumidores das classes mais pobres.

O design está intimamente ligado a funcionalidade. Mesas com alturas reguláveis, panelas com alças, o buraco na tampa de caneta que evita que crianças se sufoquem caso tentem engoli-las, são elementos que melhoram a utilização do produto.

Este tema está intimamente relacionado ao empreendedorismo social, que além de gerar soluções para a comunidade, também busca gerar receita.

Se para alguns o Design Formal atende os desejos dos compradores, o Social busca a inclusão das pessoas.

É comum às empresas utilizarem do marketing social para se promoverem, o Design Social também pode auxiliar na manutenção da marca, gerando uma imagem positiva para o público.

É importante que você entenda esses conceitos, para poder aplicar algumas estratégias na sua empresa:

  • O que é Design Social?
  • Como ele impacta a Sociedade?
  • Qual o impacto econômico?

São estas perguntas que iremos responder. Confira!

O que é Design Social?

O Design Social atua onde a indústria não considera um segmento lucrativo, criando soluções para melhorar a vida da população.

No início de 1970, existia um conceito de que o design deveria ser focado no mercado de consumo e a obsolescência programada.

Um dos precursores do Design Social foi Victor Papanek, que incentivava outros designers a imergir na realidade de grupos subdesenvolvidos, para que pudessem melhorar os produtos ou criar novas soluções.

Existem 8 pilares que sustentam está prática :

  1. Funcionalidade;
  2. Ergonomia;
  3. Cultural;
  4. Econômico;
  5. Ambiental;
  6. Estético
  7. Tecnológico;
  8. Social.

Além do conhecimento em sociologia, psicologia, antropologia, o designer precisa estar a par das políticas públicas.

Compreendendo o projeto social

É fundamental que o produto seja composto de materiais acessíveis, pois assim irá atingir mais pessoas.

Os materiais utilizados devem garantir a durabilidade do produto. É importante que os produtores sejam capacitados e conheçam cada etapa dos processos.

Os produtos precisam estar inseridos no contexto sociocultural.

Quando são elaboradas às características do projeto, devemos considerar às necessidades dos usuários e não a estética.

Se faz necessário contribuir para a autoestima do grupo social, ser funcional e ter boa usabilidade.

Valores sociais, ambientais e culturais do grupo, devem ser preservados. O estilo e o simbolismo da comunidade, deve transparecer no produto.

O fato de ser regional traz o benefício da matéria prima, que facilita a obtenção e manipulação.

O ciclo de vida deve ser longo e acessível, evitando o consumo excessivo, o que apenas geraria mais poluição.

Vamos entender como algumas empresas estão utilizando estes processos em seus negócios.

Como ele impacta a Sociedade?

O Design Social precisa projetar cenários para antecipar os acontecimentos, para minimizar os riscos de situações indesejadas, e minimizar os impactos sociais e ambientais.

Existe uma busca em unir o pensamento e a prática, para viabilizar o estilo de vida e buscar meios de sustentar esse estilo

O objetivo é promover uma vida melhor para as pessoas e sem prejudicar a natureza.

Os interesses culturais e sociais de um determinado povo, devem ser preservados mas promovendo as interações sociais.

Embora sejam campos diferentes, o Design Sustentável, que é sustentado pelos pilares: 

  1. Economicamente Viável; 
  2. Ecologicamente Correto; 
  3. Culturalmente Aceito;
  4. Socialmente Justo.

O Design Sustentável é o encontro do Design Social com o Ecodesign, onde o produto deve ser economicamente viável, acessível ao público e que não prejudique o meio ambiente. 

Qual o impacto econômico?

Quando a comunidade se depara com um problema, como por exemplo, a coleta de lixo, é possível contornar o problema ambiental e gerar receita para os moradores.

Em uma comunidade do Recife chamada “Ateliê Flor do Mar”, são produzidos mais de 100 variedades de bijuterias, que têm como matéria prima o couro do peixe. Todo o trabalho é feito com a legalização do Ibama, para não prejudicar a fauna.

Neste processo as escamas passam por um germicida, bactericida e posteriormente são colocadas ao sol. Isso garante que não haja odores e tão pouco resíduos dos peixes.

Este tipo de técnica aplicada pelas artesãs, só foi possível graças ao contato que uma das empresárias do local, teve ao morar em Cingapura. Ter contato com outras culturas, permite otimizar os processos e reduzir os custos.

Por isso é tão importante que cada vez mais pessoas tenham acesso a internet, e quando orientadas, podem obter grandes vantagens.

O dinheiro obtido com a venda das bijuterias, retorna para às artesãs, que podem reinvestir na produção, trazendo melhorias para os processos.

Muito além de um produto, estas bijuterias contam um pedacinho da história destas comunidades.

E qualquer empresa pode contribuir de alguma forma com a economia local, muitas vezes até gerando novas oportunidades de negócios. Ver o desenvolvimento destas pequenas comunidades, é algo gratificante.

Conhece algum projeto que gera impacto social? Compartilhe nos comentários. Queremos conhecer outras iniciativas.

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