Orçamento não se acompanha… Então, o que fazer?

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Orçamento não se acompanha…Então, o que fazer?

Mantendo a toada dos últimos posts, combinamos de tratar um cadinho mais de orçamento, lembra?

Faz mal não… a gente não lembra nem do que fez ontem… Fez o que mesmo?

Deixa para lá e volta aqui:

Se perdeu os artigos anteriores, acompanha:

Pronto! Fechamos a retrospectiva do meio do ano e tratemos de seguir adiante.

O tema é:

O que fazer com o orçamento?

A pergunta não é descabida como pode parecer.

A respostinha fácil e da ponta da língua seria:

“acompanhar, ora!”

No entanto, preferimos um outro enfoque : avaliar, aferir o orçamento.

Curiosidade aguçada?

Ôba…

Vem junto que tá só começando e tem hora para acabar.

hora de acabar

Premissas – o passo relevante

Só para lembrar comentamos, no artigo anterior, que é na fase da orçamentação que de fato vamos conhecendo um pouco mais o objeto .

Estejamos certos de que no orçamento saberemos um pouco mais, a.p.e.n.a.s.

O que isto significa?

A questão é: ainda vai ter muito o que conhecer, muito o que desvendar ao longo da execução do projeto e se esperarmos saber de tudo, nunca vamos começar nada, não é?

Para realizar o orçamento, temos as premissas.

Que subam ao palco e acendam os refletores!!

Que atuação incrível! Que papel de destaque!

Vale até fazer selfie!

Não me acompanha…mas então, o que fazer com o orçamento?

Brincadeiras à parte, são as premissas que trarão a base da avaliação do orçamento.
O contexto em que foi “pensado”, o quanto se desconhecia e se “assumiu” como um dado ou uma informação. Uma condição adversa ou favorecida.

Tudo são premissas.

No desenvolver dos acontecimentos, ou em linguagem mais focada, no desenvolvimento ou na fase de execução do projeto, as premissas podem naufragar, sabia?

naufragio

Pode ser que o que foi pensado, por motivos internos ou externos ao projeto, se revele, posteriormente, equivocado.

Fique claro que o equívoco pode ser amplo ou pode estar circunscrito à determinadas partes ou atividades do orçamento.

Pode, ainda, acarretar uma majoração do montante orçado ou uma redução.

Daí a ideia de aferição, de avaliação, em detrimento da visão de “acompanhamento”.

Por óbvio (que sempre revisitamos aqui)  : o registro das premissas é fundamental.

F.u.n.d.a.m.e.n.t.a.l!!!

Se não há registro, como “entender” as razões de atribuir determinado preço ou condição.

Por condição, podemos citar :

  • quanto se produz,
  • quanto se necessita para realizar determinada atividade, ou
  • em quanto tempo.

Para simplificar e reduzir as digressões vamos analisar uma proposta.

Aferindo o orçado

  1. Exemplo: Mão de obra

Dependendo do objeto do orçamento a incidência de mão de obra pode ser maior ou até mesmo ser desprezível quando comparada ao todo.

Caso seja relevante, propostas de cuidados adicionais se apresentam:

  • É o primeiro projeto daquele tipo: as premissas de mão de obra utilizada foram obtidas no meio externo e, de fato, podem não traduzir a mão de obra utilizada no projeto.

Logo, a produtividade e até mesmo a remuneração podem acarretar um profundo desvio em relação ao que foi pensado.

  • A evolução do projeto ocorre em etapas diferentes daquela em que originalmente foi concebida e sequenciada.

Metodologias, equipamentos ou até mesmo uma inovação criada durante a execução, interferem no resultado.

Menos horas empregadas de pessoal e mais horas de equipamento.

Mais custo final ou custo menor….

Não me acompanha…mas então, o que fazer com o orçamento?

Construir diferentes cenários

Ficou evidente, ou ao menos nos esforçamos para isto, que o orçado e o realizado guardam distância.

A distância pode ser grande, pequena, mas o histórico deve remanescer.

É dele que se constitui a base do processo de orçar e é dele que se vai construindo maturidade importante para avaliar cenários.

Avaliar com uma percepção mais acurada da equipe, superando dificuldades anteriores e estabelecendo uma curva de aprendizado.

Portanto, medir em intervalos regulares a distância é o que norteia a revisão de rumos.

No esquema, fica evidente a comparação entre o orçado (previsto) e o realizado.

Dá uma olhada no tamanho da boca aberta do bicho:

Não me acompanha…mas então, o que fazer com o orçamento?

A distância é o desvio.

Na imagem parece um desvio bem severo ou vai ser tranquilo para retomar?

Para fechar a conversa

Poções mágicas, varinhas ou espadas de luz, figuras espetaculares, nada disso poderá de fato, fechar a boca do bicho.

Não me acompanha…mas então, o que fazer com o orçamento?

Uma sugestão mais viável: aferir, revisar, manter a base do que foi pensado e planejar uma recuperação.

E depois?

Começar tudo de novo! Bem dito PDCA.

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