Supply Chain: entenda sua posição em uma cadeia de suprimentos

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supply chain - cadeia de suprimentos
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Entender as características do supply chain é vital para definir modelos de distribuição e saber qual é a posição de sua empresa dentro de uma cadeia de suprimentos.

Por Matheus Paiva

Você verá nesse artigo:

O que é Cadeia de Suprimentos?

Primeiramente, precisamos entender o que é Cadeia de Suprimentos ou Supply Chain. Supply Chain é um conjunto de fluxos que envolvem pessoas, organizações e atividades como armazenagem, distribuição, transformação de matéria-prima, com a finalidade de entregar um produto ou serviço ao consumidor final.

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Cadeias de Distribuição Direta e Indireta

O desenho de uma cadeia de suprimentos visa identificar cada integrante da cadeia mostrando onde cada um atua.  Há dois modelos de cadeia de suprimentos, a distribuição direta e indireta. Abaixo temos um dos modelos de distribuição:

supply chain - distribuição indiretaA supply chain acima é de uma cadeia de DISTRIBUIÇÃO INDIRETA, ou seja, entre o agente transformador e o cliente final existem intermediários. Sempre que houver intermediários na cadeia, ela será uma CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO INDIRETA. Em qual posição sua empresa se encontra nesse modelo?

Agora veremos um modelo de distribuição direta.  Para que uma cadeia seja de distribuição direta, o Agente transformador/Fábrica não necessita de intermediários para fazer a entrega ao cliente final. Veja o modelo abaixo:

supply chain - distribuição diretaComo podemos ver na supply chain acima, o agente transformador entrega o produto diretamente ao cliente final. Nesse caso, não são utilizados intermediários. É interessante ressaltar que cada empresa tem seu modelo de cadeia de suprimentos, seja ele de produtos ou serviços e que cada participante da cadeia tem sua própria cadeia de suprimentos. Ou seja, nos exemplos acima, para que o fornecedor entregue o produto à fábrica, ele necessitou de uma cadeia de suprimentos que não necessariamente é a mesma que a fábrica utilizará.

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Vantagens da Distribuição Direta e Indireta

Vantagens da distribuição direta –  Menor dependência de terceiros, maior controle sobre a operação de vendas, maior proximidade do consumidor, respostas mais rápidas nas ações de mercado.

Vantagens da distribuição indireta –  Menor investimento em estrutura, maior possibilidade de expansão de mercado, menores riscos (não fica dependendo de só alguns clientes, distribuindo seu faturamento proporcionalmente em vários clientes, se um cliente quebrar, você não quebra junto), maior volume de venda, maior foco em desenvolvimento de produtos.

Nomenclaturas de uma Cadeia de Suprimentos

Fornecedor: são os participantes que fornecem a matéria-prima ao agente transformador. São eles que iniciam o processo de toda a cadeia.

Agente Transformador: Também conhecido como fábrica, é onde ocorre a transformação da matéria-prima em produto. Essa é a etapa de criação/ elaboração do produto que seguirá por toda cadeia.

Atacadista: O Atacadista é a empresa que compra os produtos em grande quantidade da fábrica. Essa compra de alto volume permite que os preços sejam reduzidos fazendo com que os preços sejam mais acessíveis. Eles são muito importantes numa cadeia, pois através deles, os produtos da fábrica conseguem estar em diversos pontos de venda em qualquer lugar do Brasil, ou do mundo. São os especialistas em distribuição dentro de uma cadeia de suprimentos.

Ponto de venda: É o responsável por entregar o produto ao consumidor final. Eles são experts em venda direta ao cliente final e são muito importantes, pois através deles o cliente consegue ter acesso a uma variedade de produtos em um só lugar. Imagina ter que ir em uma loja de arroz, uma loja de feijão, uma loja de margarina. Consegue entender?

Cliente final: Todas as coisas são realizadas com o fim de atender a esse participante da cadeia. Ele é o receptor e consumidor final do produto após passar por todo processo desde fabricação e entrega.

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Extensão e Amplitude de uma Cadeia de Suprimentos

A extensão é medida através da quantidade de intermediários que fazem parte de uma cadeia. Os intermediários são encontrados entre o agente transformador e o cliente final. Nos modelos de cadeia indireta que mostramos acima, a extensão é de nível 3, sendo os intermediários o centro de distribuição, o atacadista e o ponto de venda. Assim, toda cadeia direta, ou seja, sem intermediários, em qualquer das hipóteses será considerada uma cadeia de nível zero, ou com zero de extensão.

Para entendermos o conceito de amplitude, veja o modelo abaixo:

supply chain - amplitude da cadeia de suprimentosQual a diferença entre o desenho acima e os outros que vimos anteriormente? Bem, eu vejo que nesse exemplo de agora a empresa tem mais canais de distribuição, certo? E se eu te perguntasse, qual a extensão dessa cadeia? Mesmo que a empresa tenha acrescentado mais CD’s, atacadistas, e aumentado a quantidade de clientes atendidos, a extensão dela continua nível 3.

A diferença entre o modelo acima e os anteriores é o tamanho da amplitude. Vocês concordam que agora, essa cadeia de distribuição atende bem mais clientes, consegue estar em mais lugares do que as outras? Amplitude está ligada diretamente à cobertura e abrangência. Imagine um grande guarda-chuva, ele tem uma grande amplitude. Então quanto maior a amplitude, melhor, certo? Depende.

Por que, depende? Tudo gira em torno da estratégia de distribuição da empresa. O que a empresa vende é um produto de conveniência? Ou um produto exclusivo? Se for um produto exclusivo, é interessante ter uma cadeia de distribuição ampla?

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Tipos de Amplitude

Trabalhamos com 3 tipos de amplitude em logística. São elas:

supply chain - tipos de amplitude da cadeia de suprimentosComo dito anteriormente, o que vai determinar qual o tipo de amplitude da cadeia é a estratégia de distribuição adotada. Para cada tipo de estratégia, você pode ter uma amplitude.

Quando você pensar em amplitude intensiva, lembra daquela marca de refrigerante famosa. Ela tem como missão de distribuição estar em todos os lugares, todo lugar que você estiver, ela também estará lá! Nesse caso, a estratégia de distribuição intensiva tem como objetivo garantir a presença da marca, pois o produto que ela vende pode ser facilmente substituído, então se não tiver em estoque, o cliente compra outra marca, ou outro produto que seja diferente mas que atenda. No exemplo dos refrigerantes, caso não tenha o refrigerante x na loja, o cliente poderá comprar o y ou então comprar um suco ao invés de refrigerante. Mas isso é papo para outro episódio sobre produtos substitutos.

A Amplitude seletiva é quase uma intensiva e quase uma exclusiva. Geralmente utilizada quando os gestores pensam “meu produto é exclusivo, porém quase todos podem ter”. Sabe a marca famosa de celular? Essa mesmo que você comprou, e pagou um valor acima da média. Esse produto não é exclusivo. Você vai encontrar várias pessoas que também o possuem, só que não é todo mundo, ele não vende em todos os lugares, o preço não é acessível, geralmente é mais caro. Mas ainda assim você consegue encontrar. E então as empresas mesclam a exclusividade com a distribuição intensiva, gerando um certo status aos seus clientes, mas sem abrir mão do volume de venda.

Amplitude Exclusiva:  Sabe aquele carro que você só encontra meia dúzia ou menos no mundo? Que só vende naquela loja específica? Nesse caso, a empresa preza pela exclusividade e sua amplitude fica restrita a distribuidores, regiões, clientes. Sabe aquela marca de carro de corrida, vermelhinho que você sabe o nome. Se você atravessar sua rua terá uma concessionária dela? Ou então alguma loja de automóveis revendendo um modelo mais antigo? Eu nunca vi. Ou seja, a amplitude dessa supply chain, é pequena, porém não significa que seja algo ruim. Produtos exclusivos tem um alto valor de percepção do cliente e os clientes pagam por essa exclusividade.

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Qual modelo de supply chain é o melhor? Qual escolher?

Não existe modelo melhor de supply chain. Existe o mais apropriado para o seu negócio. Conforme falamos, você precisa identificar a amplitude do seu negócio, saber qual o nível de extensão da sua cadeia e a partir daí, desenhar o seu modelo de distribuição, sabendo que cada modelo se adapta à sua estratégia adotada e nada o impede de utilizar os dois tipos de distribuição ao mesmo tempo.

Até a próxima!

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Matheus Paiva. Participou e desenvolveu projetos de implantação e reestruturação de logística e supply chain. Tem experiência em logística de distribuição atacadista, em compras nacionais de facilities para industria de grande porte e líder de compras internacionais no ramo offshore. Tem formação em Logística e supply chain pela estácio, com aperfeiçoamento e Gestão estratégica em transportes e frota, Gestão de Estoques e Armazenagem, Gestão Financeira to transporte de cargas pelo SEST/SENAT e Gestão estratégica de custos pela FGV. Atualmente faz parte de um grupo de investimentos que incentiva o empreendedorismo e a gestão consciente dos recursos.

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