Afinal, quem é e quais são os tipos de empreendedor?

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Afinal, quem é e quais são os tipos de empreendedor?

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O que é empreendedorismo?

Quem é empreendedor e quais são os tipos de empreendedores?

Faça essa pergunta à wikipedia e ela te responderá:

“Aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento.”

UFA! Que frase enorme, burocrática e vazia!

Procure algo mais simples no google e encontrará: “transformar uma ideia em realidade”.

Mas será que empreender é realmente isso?

Ontem li um post muito interessante no blog do Steve Blank no qual ele disse que existem diversos tipos de empreendedores e startups, e cada um precisa ser tratado de forma diferente, pois seus objetivos e o perfil de quem toca a empresa, também são diferentes.

Um exemplo para ajudar

Você acha que a mesma descrição serve para todos esses caras aqui? Eles tem os mesmos objetivos?

paul allen e bill gates

Paul Allen e Bill Gates

richard branson

Richard Branson

pescador empreendedor

Pescador da Tanzânia

tipo de empreendedor pequeno negocio

Padaria desconhecida

Eles são todos empreendedores!

Na LUZ, precisamos entender o que é um empreendedor, o que ele precisa, o que ele QUER? Quais são esses diferentes tipos de empreendedores? Isso porque o suporte necessário é obviamente muito diferente, o ecossistema no qual eles se inserem também e, por fim (e ressaltando mais uma vez) eles buscam objetivos diferentes em suas vidas.

Mas afinal quais estilos são esses?

Os 5 tipos de empreendedores

1. O empreendedor de estilo de vida

empreendedor life style

Esse é o cara que quer fazer o dele, não atrapalhar ninguém, ficar longe de estresse e aproveitar a vida do seu jeito. Normalmente estes estão espalhados em pequenas cidades, seja ensinando surfe, esqui, violão ou gerenciando um pequeno pub londrino onde seus amigos vão lá todo dia beber um pint com ele. Ele claramente não visa maximizar seu lucro e nem quer saber de escalabilidade. Ele quer pagar as contas e relaxar. Inclusive provavelmente gostará de ficar bem longe de consultorias e investimentos de terceiros!

2. Os Mark Zuckerbergs

Estes são pessoas “atuais”, normalmente muito ambiciosas, tecnólogos, e que não tem medo de empreender sabendo que tem 90% de chance de, antes de fazer a empresa decolar, explodir o foguete e abrir uma cratera enorme ainda no chão. Dentro desse perfil, podemos ressaltar dois extremos importantes:

Próximo Facebook: você quer fazer o próximo facebook? Então provavelmente está pensando principalmente em ganhar milhões e mudar o mundo com seu produto. Ótimo! Você terá que buscar um investidor tão louco quanto você (assuma, você é meio louco 😉 ), validar um modelo de negócios escalável e pisar no acelerador como nunca antes! Isso normalmente envolve conseguir levantar ainda mais dinheiro para chegar lá. Vale destacar que essa é a grande minoria das startups, mas costuma ter mais holofotes em cima.

Nasceu para morrer: outro tipo de Mark é o que quer validar o produto e vender a empresa o mais rápido possível. Ao invés de conseguir um retorno multi milionário em dez anos, ele conseguirá um acordo bem menor em bem menos tempo e venderá sua empresa ao Google, Facebook ou outra maior. Essa nova categoria surgiu devido ao fato de que o custo para se desenvolver um primeiro produto, hoje, é MUITO mais baixo do que era antigamente, seja pelos métodos utilizados, pelo fato de haver investidores querendo testar esse nicho ou simplesmente por diversas opções para baratear o custo de testar hipóteses de produtos. Esses procuram investidores diferentes e podem se preocupar muito mais no encaixe do produto com o mercado, pois não pretendem ter uma grande equipe, pensar tanto no crescimento, etc.

3. Intraempreendedores

Os “Intrapreneurs” trabalham em empresas grandes e utilizam todos os recursos que tem lá dentro para inovar e gerar mais valor. Eles tem sido apontados como solucionadores dos problemas das grandes empresas, inclusive gerando programas de intraempreendedorismo dentro das próprias organizações. Pessoalmente conheço poucos, portanto meu julgamento fica em cima do estereótipo (complementem o post no final para melhorá-lo!), mas vejo pessoas muito engajadas com a cultura da empresa e que tem o ótimo vício de se cobrar muito mais do que a empresa o faz.

Apesar de estarem numa situação aparentemente confortável (pelo menos eles recebem salário e benefícios! Quem empreende sabe o que quero dizer 😉 ), eles possuem uma missão muito difícil de, dentro de uma estrutura naturalmente engessada, conseguir gerar os produtos do futuro. Imagina que ele concorre exatamente com o “Nasceu para morrer” aqui em cima, mas provavelmente terá que passar por diversas autorizações para mudar o plano inicial, fazer jogo político dentro da empresa e muitos outros. Por isso, normalmente o que acontece é que eles realmente compram as que nasceram para morrer, incorporam no portfólio e seguem a vida! O único problema é que eles ficam dependentes dessas outras startups, o que pode encarecer muito a compra.

4. Donos de Pequenos Negócios

pequenos negocios bar

Estes são o tipo de empreendedor responsável por empregar por volta de 60% dos brasileiros e tem como objetivo maior alimentar a família, atender bem o cliente e gerar empregos. Apesar de muitos verem esses negócio com pouco glamour, vale destacar o papel importante que tem no desenvolvimento do Brasil e, por ter tido contato com muitos deles, posso dizer que são verdadeiros guerreiros! Não que os outros tipos de empreendedores não sejam, mas esses são os raçudos que raramente são reconhecidos e que afetam muito positivamente nosso dia a dia. Afinal, quem acordou às 4:30 da manhã para fazer o pãozinho que você comeu hoje e comprar o peixe que você comerá no almoço?

Esse perfil costuma levantar dinheiro da própria conta e/ou da sua família/amigos, não quer escalar seu negócio, não quer ser o próximo Eike e tampouco estão por dentro das novidades. Enquanto as startups digitais normalmente apresentam como maior problema a falta de problemas (não tem clientes para reclamar, ficar inadimplentes ou uma grande equipe para gerenciar), os Donos de pequenos negócios tem problemas para dar e vender! É roubo, policial corrupto, fiscal, cliente e funcionário processando e tantos outros! Vejam só a diferença do dia a dia dos perfis e suas necessidades!

5. Empreendedores Sociais

yunus empreendedor social

Por fim, mas certamente não menos importante, estão os empreendedores sociais. Estes tem como objetivo gerar impacto positivo na sociedade. O que os move é uma missão verdadeira e, pela minha experiência, são pessoas incríveis, muito positivas e com um brilho nos olhos inspirador.

Eles enfrentam os problemas de muitos acharem que eles são “bichos grilo” ou hippies, tem o preconceito que existe com relação ao assistencialismo e ONGs agindo contra e, por isso, muitas vezes brigam muito para encontrar investimento e conhecimento acessível. Falta investimento porque são poucos os investidores que não estão pensando apenas em ter mais e mais dinheiro para investir, e falta conhecimento, pois o mesmo normalmente é caro.

Tá, legal, mas onde você quer chegar?

O que eu quero dizer é que se você: (1) é ou pretende ser um empreendedor, (2) trabalha com empreendedores ou (3) quer dar algum tipo de suporte a eles (como nós), você precisa entender aonde se encaixa e quais os reais problemas que essa pessoa (ou você) enfrenta ou enfrentará. Sem isso em mãos, qualquer esforço é inútil.

E aí, qual seu tipo de empreendedor? Tem alguma dúvida ou algo a acrescentar? Compartilhe!

Abraços Empreendedores (dos 5 tipos!)

8 COMENTÁRIOS

  1. Olá Wanessa,

    Tudo bem? Sim! Manuais ainda são utilizados, mas vale lembrar que podemos explorar diversas mídias para fazer essa comunicação.

    Vídeos e apresentações são ótimas para passar de forma dinâmica o conteúdo que queremos. Vale lembrar que a “geração Y” não tem muita paciência para ler os famosos “calhamaços”, portanto o que antes era um “manual completo” é, hoje um “texto burocrático”.

    Dicas:

    1. Leia esse outro post curto e interessante do Leandro: http://blog.lojadeconsultoria.com.br/dicas/como-crescer-sem-perder-os-valores-como-a-zappos/
    2. Faça o MENOR manual possível.
    3. Pode utilizar como benchmark um que temos na nossa loja. Inclusive seu feedback seria de muito valor para torná-lo melhor! http://www.lojadeconsultoria.com.br/loja/manual-da-politica-de-recursos-humanos.html

  2. Adorei o artigo, interessante e útil. Gostaria de informações sobre manuais para a empresa (manual de funcionário, de processos de conduta…) se isso ainda se usa dicas sobre…
    Obrigada!!!

  3. Adriano,

    Fico feliz de saber que te conhecerei em pessoa! Nossa programação dos cursos e palestras sairá em breve e você ficará feliz em saber que muito do que foi dito aqui será abordado.

    Minha recomendação: não venha apenas na minha! Todos os outros palestrantes são também “linha de frente” na consultoria e trazem muito conteúdo prático e relevante…

    Fique atento!

    Forte abraço e muito obrigado pelos comentários!

  4. Guilherme,

    Bem, se ficou alguma dúvida sobre a completude da resposta eu pergunto .. quando é a sua próxima palestra? Estarei lá com certeza .. ótimo esclarecimento, valeu mesmo.

    Muito Obrigado
    Adriano

  5. Adriano,

    Ótimos questionamentos! Vou respondê-los na ordem errada, ok? Acho que ficará melhor…

    O que é uma startup?

    A definição que eu mais gosto é: uma empresa que pretende criar um novo produto ou serviço sob condições de extrema incerteza. Essa é do Eric Ries…

    Ou seja, uma startup não é necessariamente web, ela é definida, na verdade, pela falta de definições concretas sobre o negócio. Eu gosto disso porque abre a cabeça para uma empresa que não seja a típica do Vale do Silício.

    A LUZ é uma startup com boa escalabilidade?

    O termo “escalabilidade”, embora muito importante, não nos diz, em números, o que quer dizer. Por isso sabemos os princípios, concordamos que é crucial para quem quer ganhar dinheiro e crescer, mas não existe um certificado “Escalabilidade Ouro” correndo por aí.

    Dito isso, acredito que a LUZ apresenta uma boa escalabilidade comparado com empresas de serviço, mas nada parecido com um Dropbox ou qualquer SaaS. Por outro lado, o risco que corremos é menor, pois o produtos foram desenvolvidos nos últimos 6 anos o que torna o ambiente menos desconhecido. Isso me faz crer que a consultoria em si não é uma startup.

    Já nossa unidade de cursos e palestras é algo muito novo para a gente e para os empreendedores em geral. Não existe nenhuma “Casa do Saber do Empreendedor” e, nesse aspecto, estamos realizando testes, testes, testes e alguns mini pivots com os feedbacks.

    Como uma empresa de serviço garante sua escalabilidade?

    Essa eu respondo com grande prazer, pois acho uma pergunta muito pertinente e que vale para diversos empreendedores: uma empresa de serviço se torna escalável quando “produtiza” ao máximo seus serviços. À curto prazo ganha-se mais dinheiro cobrando um HH alto em “projetos personalizados”, mas esse conhecimento é muito difícil de replicar e, em 5 a 10 anos, vemos muitas empresas se arrependerem de terem seguido o caminho mais confortável (aceitar qualquer demanda que chega de forma desestruturada) porque não conseguir criar um NEGÓCIO, mas sim fazer seu nome no mercado.

    Nossa recomendação: seja proativo na definição do que você oferecerá, crie modelos, checklists, enfim, todo um sistema que auxilie na operação. Vislumbre quem você quer ver executando o que você faz hoje e garanta que os modelos transmitirão o conhecimento para baixo.

    Como vocês atendem clientes com necessidades diferentes?

    Tem um conceito que acho interessante que é o de “micro foco”. Nosso produtos possuem segmentos distintos, resolvem problemas distintos de pessoas distintas, apesar de todas apresentarem algumas características em comum, como baixo grau de maturidade nos processos da empresa. Isso requer um gerenciamento muito maior, mas que a internet ajuda muito. Você pode fazer hot sites, links patrocinados e etc que atingem o público que você quer. O difícil, na verdade, é você não se perder nesse processo. Nós estamos aí há um tempinho, todos os produtos foram desenvolvidos a partir de necessidades de clientes e a equipe é toda segmentada na execução dos projetos. Começamos com apenas um serviço para um público específico e fomos abrindo o leque daí. Essa é a minha recomendação.

    Obrigado pelos elogios! Confesso que a cada comentário desses o peso nas costas fica maior na hora de escrever o próximo post! Aquele frio na barriga saudável, sabe?

    Consegui responder tudo? Desculpe o tamanho, se tivesse mais tempo faria a resposta menor!

    Abraços

  6. Olá Guilherme.

    Meus Parabéns, tenho acompanhado seus posts e o lido sobre Startups, li também o posto do link, no site do Steve Blank e ficou uma curiosidade.
    Que tipo de empreendimento é a Luz Loja de Consultoria? Uma Scalable Startup?

    Isto me remete à uma outra questão conceitual, o que definiria uma Startup? Seria necessariamente uma empresa de Produtos, especialmente Web? Na sua opinião, quais os principais desafios de uma Scalable Startup de Serviços(caso da própria Loja Luz, imagino), na busca pela escalabilidade do Negócio, já que, como dito no post, cada cliente tem uma necessidade distinta?

    Mais uma vez, parabéns pelos posts, uma iniciativa que coloca a Luz, com um pé no empeendendorismo social, afinal, conhecimento é o maior gerador de impacto positivo na sociedade, sobre empreendendorismo então … putz .. Parabéns mesmo.

    Grande Abraço e obrigado pelo conhecimento compartilhado
    Adriano

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