Aprenda com Histórias Fantásticas: O Banqueiro dos Pobres

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Final de ano está chegando e antes de começar o post eu queria desejar a todos os nossos leitores e empreendedores o melhor ano novo de todos, e que em 2012, a gente seja parte da transformação que queremos ver no mundo!

 

Tendo dito isso, posso falar que a nossa terceira história da série é realmente inspiradora. Tenho certeza que muita gente já sabe de quem eu vou falar só pelo título, mas para os que não estão tão familiarizados, hoje dedico esse texto a Muhammad Yunus, precursor do que conhecemos hoje como microcrédito e negócios sociais, prêmio Nobel da Paz (2006) por isso e um cara que realmente tem feito a parte dele de maneira excepcional.

 

Foto de Muhammad Yunus - Banqueiro dos Pobres - LUZ

 

Esse cara é sensacional e tem desafiado o capitalismo como conhecemos hoje. Sua principal história empreendedora começou a mais ou menos uns 30 anos atrás, quando ele percebeu a necessidade de famílias em obter empréstimos em algumas vilas de Bangladesh. Ele começou emprestando $27 (por incrível que pareça, essa quantia fez a diferença para a vida de diversas pessoas que viviam no limite da miséria, com menos de $2 por dia). Com isso, começou o Grameen Bank, o primeiro banco de microcrédito do mundo e que hoje já ajudou mais de 4.000.000 de pessoas! Para conhecer um pouco mais dessa história e de inúmeras outras do Yunus recomendo esse livro aqui:

 

Foto da Capa do Livro Criando um Negócio Social - Muhammad Yunus - LUZ

 

Essa história de ser banqueiro dos pobres e ajudar os que antes não eram enxergados como cidadãos pelos bancos tradicionais é tão maneira que nos últimos anos diversas iniciativas tem surgido. Gosto de citar o Banco Pérola e o Kiva, que realizam trabalhos irados de microempréstimos para aliviar a pobreza das regiões onde estão inseridos.

Mas porque eu to falando disso? Porque essa história e de diversos outros negócios sociais nas mais diversas áreas me inspiraram a querer mudar o mundo e eu quero que você venha comigo nessa! Resumo da história: eu acredito na capacidade do empreendedorismo (social) de mudar o mundo e gostaria de ver mais negócios sociais surgindo em 2012.

 

Mas por onde começar…

 

1. Faça um negócio que tenha o propósito de melhorar o mundo em que vivemos. Esse é um dos principais conceitos do negócio social e eu acredito que é a partir dele que iremos remoldar o capitalismo como conhecemos. Imagina uma série de negócios que não tem o objetivo de lucro máximo a qualquer custo, e sim solucionar um problema social…parece que estamos longe disso, mas os negócios sociais já estão mudando a lógica de como as empresas funcionam.

2. Comece pequeno e agora.Não fique a vida inteira planejando como você vai mudar o mundo. Comece com uma pequena iniciativa, de preferência com pessoas que você conheça e saiba quais as necessidades que elas passam, para a partir daí, estabelecer uma estrutura sólida para o crescimento

3. Não saia do caminho. Ao longo da construção de um negócio social diversas oportunidades podem aparecer, e nem sempre elas estarão alinhadas com o propósito da empresa. Se manter firme para fazer o bem é uma tarefa “difícil” para o empreendedor social.

 

No final das contas, o que eu aprendi com essa história e queria que todos se inpirassem a partir dela é: Tá chateado com a nossa realidade? Então para de reclamar e SEJA PARTE DA MUDANÇA. Se você acha que tem muita gente que poderia estar contribuindo mais, compatilha o post e espalhe a ideia!

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  • Guilherme Lito

    Rafa,

    Bom dia! Diversos pontos me impressionaram na narrativa do Yunus, mas gostaria de complementar aqui 2:

    1. Os seus $27 tiraram, se não me engano, 42 famílias de um ciclo vicioso de empréstimos com agiotas locais. Ou seja, os caras com $27 travavam 42 famílias na pobreza. Incrível!

    2. Quem não conhece Yunus pode estar perguntando: “ora, mas o que um banqueiro dos pobres tem de diferente dos `tradicionais`?” – Destaco 2 pontos: (1) empréstimos micros com pouquíssimo ou nenhum juros e curto prazo de pagamento e (2) sistema de metas e outros incentivos internos totalmente diferentes. Se num banco tradicional a meta do gerente é lucrar, no grameen, a meta do gerente é conseguir tirar o seu cliente da pobreza ao ponto em que o filho dele vai para a escola, se num banco tradicional o cliente sem grana é de “alto risco”, ele tem “altos juros” (e bota alto nisso), enquanto no Grameen, se você não tem grana, você precisa de ajuda, por isso os juros são cada vez mais baixos…

    Esse são dois pequenos detalhes que poderíamos nos estender algum tempo falando, mas que para mim fazem total diferença. (1) entender o perfil do público e fazer um produto adequado a eles e (2) manter os valores pelos quais a empresa se baseou desde o início em todas as áreas, sem cair na tentação de só ganhar dinheiro.

    Abs!

  • Bom dia Rafa!

    Parabéns pelo seu trabalho de pesquisa e divulgação das iniciativas no empreendedorismo social. Cada um do seu jeito e a seu tempo vamos realmente “nos tornando a mudança que desejamos ver no mundo”.

    Importante a divulgação, então estou reproduzindo seu post (com os devidos créditos) no meu blog (blog.muitasaude.com).

    O Guilherme Lito acrescentou pontos muito importantes na história de Yunus e destacou muito bem que poderíamos ficar dias e dias só tratando deste assunto.

    Mas quero também acrescentar 1 (uma só) contribuição nesta história real e fantástica!

    Eventualmente, quem lê este post e comentários pode pensar assim: mas se o tomador do empréstimo beira a miséria total qual a “garantia” de que o empréstimo será pago?

    E, novamente, a genialidade de Yunus, no Grameen Bank. A pessoa que solicitava o empréstimo tinha que se juntar a um grupo de tomadores que eram devedores solidários na tomada do empréstimo e cujo créditos futuros dependiam da pontualidade e precisão no pagamento da dívida.

    Vejam só! Um grupo de devedores solidários, portanto, TODOS trabalhando para que a dívida seja paga com pontualidade pelo bem da comunidade.

    Um feliz 2012 para todos nós.

    Raul Ferreira
    blog.muitasaude.com

  • Rafael Avila

    Fala Lito,

    excelente contribuição, muito obrigado pela participação. A gente nunca sabe se está escrevendo demais ou de menos, mas o seu complemento foi excelente.

    Acho que só para reforçar o que você falou. Pensar que ele ajudou 42 famílias com 27 dólares. Faz a gente acreditar, que mesmo em uma realidade diferente, também podemos fazer a nossa parte se começarmos pequeno e agora (mas sempre sonhando grande, afinal sonhar grande e pequeno dá o mesmo trabalho!)

    Grande abraço

  • Rafael Avila

    Raul,

    primeiramente fico honrado de ter o post reproduzido no seu blog! Muito obrigado pelo privilégio e fico muito feliz que você tenha gostado da mensagem.

    Excelente contribuição também! O poder da colaboratividade é sensacional e acredito que cada vez mais a gente esteja caminhando para um futuro cooperativo.

    Participe sempre! Grande abraço e que em 2012 todo mundo, eu e você sejamos a mudança que queremos ver no mundo!

  • Olá Rafael!

    Muito bom o texto e sua colocação.

    Mais do que apenas inspirar em pessoas que conseguiram alcançar seus objetivos com abundância, é importante concentrarmos em como extrair a essência disto para a nossa realidade, e muitas vezes a lacuna está justamente em “por onde começar” (já que estamos vendo a história de alguém que já tem grandes dimensões em seu negócio).

    Suas dicas em seguida foram simples e objetivas.

    Mais uma vez, parabéns.

    Grande abraço e até breve!

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