Caminhos para a Felicidade: O que te Faz Feliz?

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Eu tenho refletido bastante nos últimos dias sobre o que faz as pessoas felizes, cheguei até a falar um pouco de maneira indireta, afinal sua felicidade está intimamente ligada ao seu propósito de vida. Vai desde seu estado afetivo, emoções em determinado momento, bem estar objetivo e subjetivo, condição financeira, personalidade e outras cositas más.

Mas sempre que penso, tem alguns pontos que não se encaixam muito bem, o que é felicidade de fato? Será que conseguimos definir um conceito que é tão subjetivo? O que pode me deixar feliz pode ser indiferente para você, então como generalizar esse tipo de medida, como mensurar a felicidade?

Bom, dois estudos nessa área que valem uma olhada são o Relatório da Felicidade Mundial do Instituto da Terra, da Universidade de Columbia e o conceito de Felicidade Interna Bruta, que você pode entender melhor no vídeo abaixo:

Não existem dúvidas de que a felicidade inspira demais o nosso dia a dia. Então como potencializar esse sentimento?  O que faz a gente ser mais feliz ou um pouco menos ou ser triste pra caramba?

De acordo com o Relatório da Felicidade Mundial:

– A boa é empreender: Em países da Europa e América do Norte, empreendedores mostraram níveis maiores de felicidade do que empregados (afinal, em tese, empreendedor manda no seu próprio nariz, não se submete a “felicidade” alheia). Esse índice não se repetiu em países da América Latina (talvez pelo empreendedorismo por necessidade);

– Dinheiro não é tudo: Em alguns países, mesmo com o aumento da qualidade de vida e renda per capita, o aumento da felicidade não foi proporcional (vale sempre aquele questionamento de como estamos ganhando grana e que resultados isso traz né?)

– Mas dinheiro ajuda: De maneira geral, pessoas mais ricas são mais felizes que pessoas mais pobres (que ajuda, ajuda);

– Fora a sacanagem: O desemprego e níveis de concentração de renda e grande desigualdade reduzem drasticamente a felicidade das pessoas (não encontrei esse dado no estudo, mas saber o que estamos fazendo com o mundo TEM que deixar as pessoas mais infelizes, desde a política até a falta de sustentabilidade generalizada de nossas ações – pelo menos me deixa bem menos feliz);

– Ter família e parceiros ajudam na felicidade! (dividir momentos de alegria, confissões, trocas com certeza ajudam)

Nada de muito novo né, mas gosto dessa pesquisa para entender que o Produto Interno Bruto ou a Felicidade Interna Bruta ou qualquer outro indicador não podem ser levados ao pé da letra, eles ajudam a entender um pouco mais de como nos aproximar da felicidade. Para complementar, a jornalista Heloisa Helvécia desenvolveu um trabalho em 2002 e colheu opiniões de várias pessoas sobre o que seria a felicidade:

Depoimentos

-“Aproveitar não só os momentos bons como os ruins que a vida nos dá”, Johnny Bozza,20, estudante

-“É fazer realmente o que eu quero da vida”,Fabio Makhoul, 37, advogado

– “Felicidade é ver todo mundo de bem com a vida”, Cristina S. Paixão, 25, doceira

– “É ajudar a humanidade a crescer”, Silvio Batusanschi, 55, sociólogo

– “Meus filhos. Minha mãe. Felicidade é viver”, Cristiane Resende, 33, jardineira

– “É estar bem comigo mesma”, Vanessa Queiroz, 26, designer

-“Ter um mundo melhor, com menos poluição, menos violência, mais árvores”, Natanael ,11,estudante

– “É poder ser autentica”, Ana Julia Oliveira, 21, estudante

– “É passear no Shopping Interlagos e ir ao cinema”, Kelly de Sousa, 18, estudante

-“Felicidade não é algo contínuo,são momentos felizes”,Thomas Mielenhausen, 58, engenheiro.

Na minha (humilde) opinião

Ficar medindo felicidade gera e vai continuar gerando múltiplas discussões. Hoje em dia tem até app de iPhone para isso. De maneira bem simples, apóio as pessoas que fazem o que gostam e, dos que não fazem o que são apaixonados por fazer (seja por necessidade ou por livre e espontânea vontade), admiro muito quem trava uma grande batalha para realizar pequenos avanços no seu dia a dia em relação ao que gostam de fato. Com certeza isso os aproxima da felicidade.

Para finalizar, tentando responder de maneira bem simples e básica a pergunta do título, passe tempo ao lado de pessoas incríveis, em lugares incríveis sempre. Traduzindo para quem não entendeu, trabalhe em um lugar que tenha um ambiente muito maneiro, onde você possa ser você mesmo e sua opinião é ouvida. Dê sua opinião, leia, converse e passe tempo de qualidade com amigos e família. Faça o que você gosta e não tenha medo de ser feliz!

Meio óbvio né? Mas se a gente se perguntar quem está fazendo isso no dia a dia, não tenho tanta certeza que as respostas serão tão positivas assim. E ai, concorda? O que te deixa feliz para cacete? Comenta aqui com a gente!

5 COMENTÁRIOS

  1. Certa vez ouvi que ser feliz é quando você coloca seu nome na melhor parte da história das pessoas…isso vai demonstrar duas coisas: você fez algo e a pessoa que recebeu o seu “presente” tem a característica que deixa até Deus feliz: a gratidão.

  2. O que me deixa muito feliz, é o simples fato de, quando vejo a felicidade estampada no outro e saber que contribui com tal felicidade!

  3. Oi Silva Filho e Wellington,

    Muito obrigado pelos comentários e participação, acho que vocês falaram de coisas muito próximas e que são extremamente essenciais para o mundo de negócios hoje e para fazer contatos duradouros. Sem dúvida quando deixamos o próximo feliz, deixamos ele muito mais apto a retribuir esse favor e cada vez mais estreitar as relações do que em qualquer outra circunstância.

    Acho que a maior dificuldade é conseguir equilibrar bem o tempo dedicado aos outros (para construção de relacionamentos sólidos e realmente dar significado para o que você está fazendo) e o tempo dedicado para você (para qualidade de vida e produtividade). Quando você consegue aliar os dois (ou encontrar bem esse equilíbrio), aí sim, é só felicidade

    Abraços

  4. Oi Rodrigo,

    é um pouco disso mesmo. Se você não aproveita o tempo que tem, muito provavelmente está vivendo ou do futuro ou do passado, que convenhamos, é bom de lembrar e imaginar, mas não te move no dia de hoje! Acho que isso está muito atrelado à questão do auto conhecimento, saber onde você quer chegar, definir objetivos claros e se comprometer a viver isso todos os dias, pessoal e profissionalmente.

    Grande abraço

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