Comer fora afeta o bolso e a produtividade no trabalho

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comer fora é caro e afeta a produtividade
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Por Nadia Cozzi, pesquisadora, consultora, culinarista e blogueira.

O hábito de comer fora tem sido cada vez mais incorporado no nosso dia a dia, principalmente nas grandes cidades.

Panorama alimentar do trabalhador brasileiro:

  • IBGE – o brasileiro gasta cerca de 25% de sua renda com alimentação fora do lar.
  • Mais da metade dos trabalhadores brasileiros almoçam fora de casa e 42% se sentem indispostos e sonolentos após a refeição.
  • Pesquisa da Alelo, empresa de cartões de benefícios como vale-refeição, aponta que dessas pessoas, 72% mudariam seus hábitos alimentares, buscando hábitos mais saudáveis.
  • A Associação de Bares e Restaurantes (ABRASEL) estima que o setor de alimentação fora de casa represente, hoje, 2,7% do PIB brasileiro.
  • Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) destaca que esse setor tem crescido a uma média anual de 14,2%.
  • Pesquisa “Refeição Assert Preço Médio 2017”, realizada pela ASSERT (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador) junto com o instituto Data Folha: No Sudeste, que representou 66,51% do levantamento, com 27 cidades pesquisadas, o preço médio da refeição completa (prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café) subiu 7,5% em 2016, passando a custar para o trabalhador R$33,25. Veja o quadro completo com todas as regiões.

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Os custos para comer fora são altíssimos

Mesmo em momentos de crise econômica como a que estamos vivendo, um grande número de pessoas ainda opta por continuar comendo fora, seja por falta de tempo, seja por praticidade.

Poucos são os trabalhadores que podem desembolsar diariamente R$33,25 como aponta o estudo da ASSERT, aí não tem milagre, cai a qualidade da refeição, é inevitável a escolha por fast-foods, biscoitos e salgadinhos, que enganam a fome, mas trazem uma série de problemas como obesidade, diabetes, colesterol, cansaço e falta de energia.

Por outro lado, temos o movimento contrário, pessoas mais conscientes, que sabem que a alimentação interfere na saúde física e emocional, mas a oferta por esse tipo de alimentos mais saudáveis ainda deixa muito a desejar, além de esbarrar no quesito custo.

Como mudar esse quadro? A resposta está na organização, no planejamento.

Como resistir à imensa variedade de opções, sejam refeições completas, lanches, petiscos, salgados, doces, que visam agradar os paladares mais exigentes. Está tudo lá o tempo todo, à mão, nos restaurantes, padarias, lanchonetes, vendedores ambulantes e supermercados com suas imensas e coloridas gôndolas de refeições congeladas.  E como explicar que apesar de tanta comida as pessoas estão desnutridas?

Pois bem a solução está em casa, na organização, no planejamento. Na Empresa para alcançarmos bons resultados, planejamos, organizamos, testamos. Temos uma agenda com os compromissos a serem cumpridos e fazemos uma relação do que é preciso para que tudo seja um sucesso, não é?

A casa é a mesma coisa, precisa ser gerenciada, dirigida. E, dentro dela a cozinha, merece atenção especial, pois se bem planejada torna-se uma verdadeira “indústria” produtora de saúde, de bem-estar e claro de economia.

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Como melhorar a alimentação diminuindo custos e aumentando a qualidade do trabalho?

Tomar um bom café da manhã!

Nada daquele cafezinho corrido, já quase na porta com a chave na mão. Acorde meia hora mais cedo e prepare sua primeira refeição: frutas, ovos, suco, iogurte, queijo, pãozinho com manteiga, café.

No meio da manhã coma uma fruta: maçã, pêra, banana, uva, são ótimas porque já vem embaladas pela Natureza. Prepare seu corpo para ter um dia produtivo, estômago vazio tira a concentração e vai fazer você exagerar no almoço.

Falando em almoço, nada de refeições gordurosas e exageradas, lembre-se que há uma tarde inteira de trabalho pela frente e tudo o que você não precisa é sono e moleza. Uma refeição mais simples com um grelhado e uma montanha de salada, vai fazer seu organismo funcionar melhor e não vai doer no seu bolso. As saladas de pote que você pode preparar em casa e que duram uma semana na geladeira podem ser uma boa escolha.

Um cafezinho sempre ajuda a dar aquele up, mas não exagere, café em grandes quantidades libera um hormônio ligado ao stress, e lá se vai sua serenidade e clareza de pensamentos.

Lanches sempre são bem-vindos quando bate aquela fominha fora de hora, mas descarte os doces e biscoitos. O açúcar é absorvido rapidamente, dando sensação de euforia, de energia, mas em seguida vem a sensação de cansaço e de fome. Faça um mix de castanhas, nozes, passas, damascos e coloque em pequenas porções, são ótimas para esses momentos de gulodice fora de hora.

Água, muita água, muitas vezes a sensação de fome na verdade é sede. Tenha sempre uma garrafa de água em sua mesa. Hidrata e ajuda seu cérebro a funcionar melhor.

Planeje sua alimentação, como você planeja o seu trabalho na Empresa. Faça isso uma semana e sinta a diferença na sua disposição, criatividade e clareza de pensamentos e decisões.

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