Como o poker pode ajudar na rotina da gestão financeira

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Como o poker pode ajudar na rotina da gestão financeira
http://www.thebluediamondgallery.com/typewriter/images/financial-management.jpg >>> Photo by Nick Youngson >>> CC BY-SA 3.0 >>> CAPTION: “Poker é um esporte recheado de lições valiosas”
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O poker é um esporte baseado em informações incompletas. Através de estudo, estratégia e improviso, o competidor precisa reagir ao que acontece na mesa, seja com investimento de fichas ou simplesmente passando a vez para o próximo oponente.

Por mais que o atleta seja inteligente em ler os adversários e tenha conhecimento da matemática envolvida nas probabilidades, é necessário ter o conhecimento preciso para saber o quanto investir ou não.

Administrar bem a gestão financeira no poker é tão importante quanto estudar os adversários. Portanto, não é por acaso que esse esporte da mente é o preferido de vários empresários de Wall Street.

Danon Robinson, empresário bem-sucedido com a Toro Trading, diz que o poker é essencial para o operador de ações. “Um bom observador consegue encontrar no poker uma variedade imensa de lições para a vida profissional. Jogar poker para nós é tão importante quanto ler o Wall Street Journal”, completa Robinson.

Como a gestão financeira do poker, na prática, pode ser tão fundamental assim para quem trabalha com negócios?

Tudo começa pela administração correta do bankroll (orçamento)

No poker, a estrutura dos torneios disputados online ou ao vivo é formada através do buy-in. Para quem não é familiarizado com o esporte, é preciso entender muito bem o que significa esse termo para compreender como a modalidade é importante para homens e mulheres do mercado empresarial.

O buy-in é a quantia que o competidor precisa pagar para entrar no torneio. Há competições de diferentes níveis e cifras. Os mais simples do mundo online podem cobrar apenas 1 centavo para entrar, enquanto no outro extremo há torneios na internet que pedem pelo menos US$ 10 mil para entrar.

Nos torneios ao vivo das confrarias e clubes de poker, geralmente o buy-in de eventos amadores varia entre R$ 25 a R$ 100. Já competições profissionais ao vivo, como um Main Event (evento principal) do Brazilian Series of Poker (BSOP), o valor já sobe para acima de R$ 2 mil.

Portanto, dependendo do bankroll, o competidor não tem autonomia para disputar um Main Event do BSOP. Se ele possuir apenas R$ 3 mil designados para os torneios de poker, não faz sentido investir quase a totalidade disso apenas para entrar em um único evento.

O recomendado pelos jogadores profissionais é investir no máximo 2% do bankroll para qualquer buy-in. Dessa maneira, com um bankroll de R$ 1 mil, o recomendado é entrar em torneios de R$ 20 ou menos.

A lição se aplica perfeitamente para o mundo dos negócios. Um empresário precisa seguir à risca a gestão da empresa para não realizar investimentos que expõem demais a saúde financeira da companhia.

Como o poker pode ajudar na rotina da gestão financeira
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Não jogar muitas mãos

Essa é uma lição que, mais cedo ou mais tarde, o poker ensina a qualquer competidor sério. Muitos iniciantes cometem o erro de tentar participar da ação o tempo todo, algo que a longo prazo não é lucrativo.

O site Poker na Chapa, que realiza vários artigos educativos sobre a modalidade, aponta que jogar muitas mãos é um erro fatal nas cartas. “Se você estiver jogando mais do que 25/30 por cento das mãos que você recebe, você está jogando mais mãos do que deveria. Se você estiver jogando menos do que isso está legal”, afirma o site.

Essa é uma analogia perfeita para o mundo dos negócios. Tentar abraçar o mundo com investimentos realizados na maioria das oportunidades sem considerar a fundo todos os fatores envolvidos é muitas vezes um erro. É sempre preciso analisar o mercado de maneira metódica para conseguir identificar a oportunidade certa quando ela aparece.

Não se envolver muito passivamente com as decisões

O poker é um esporte da mente e isso já diz muito sobre a necessidade de controlar as emoções. Não é raro até mesmo profissionais entrarem no “tilt”, que é uma zona emocional em que o atleta toma decisões passivas nas mesas.

“O tilt é a pior coisa que pode acontecer com você em uma mesa de poker. É um fato ruim de alguma coisa que acontece e que te deixa agitado. É uma reação do sistema nervoso ao estresse do jogo”, afirma Thiago Decano, brasileiro que já foi campeão mundial.

Se deixar levar muito pelas emoções pode induzir ao tilt quando o que acontece na mesa não vai a favor do competidor. Portanto, uma lição de ouro no poker é manter o equilíbrio emocional a todos os momentos, até mesmo em caso de vitória.

“Controlar as emoções é um dos primeiros passos para se tornar um vitorioso nas mesas. É um fator fundamental para a progressão como um profissional”, completa Decano. Ou seja, quem joga poker e consegue evoluir no esporte também leva esse controle emocional para outras áreas que necessitam de muito pé no chão, especialmente o ramo dos negócios.

Há momentos em que é preciso investir tudo

Outra lição valiosa que o poker ensina é sobre como realmente pode existir a necessidade de investir todas as fichas em uma única jogada. Porém, antes de entender melhor sobre esse tópico, é preciso contextualizar.

No poker, a jogada all-in acontece com certa frequência. Quando o competidor enxerga uma oportunidade para se sobressair diante dos adversários, ele coloca todas as fichas mirando um grande retorno. Isso acontece dentro dos torneios, claro, e vale lembrar os atletas que administram corretamente os seus respectivos bankrolls investem até 2% de sua banca destinada ao poker para entrar nas competições.

Dessa maneira, quando o all-in é aplicado, o competidor está expondo todas as fichas de um torneio que não lhe custou tanto em porcentagem de bankroll para ingressar. Isso significa que o all-in no poker, quando aplicado sob a gestão correta, não traz o risco de “quebrar” o competidor.

Por conta disso, muitas vezes dentro dos torneios, o all-in é um movimento interessante. “A diferença entre jogadores vencedores e perdedores é que os vencedores apostam na maioria das vezes, com a possibilidade do all-in, enquanto os perdedores dão call na maioria das vezes. Para ter sucesso no poker, principalmente no No Limit Hold’em, você precisa ser um jogador agressivo e liderar o pote”, diz Mike Sexton, competidor lendário que tem mais de 40 anos de experiência na modalidade.

É importante ressaltar que mesmo com o fato de que há diferentes variantes nesse esporte, a mesma lógica da gestão de fichas se aplica ao poker como um todo. O que realmente muda é a abordagem distinta em cada uma delas. No Texas Hold’em da 888, por exemplo, os competidores geralmente são mais cautelosos, enquanto no Omaha há um investimento maior das fichas e consequentemente mais jogadas de all-in.

Diversas lições e habilidades transferíveis para área de negócios

O poker pode não ajudar com todos os fatores envolvidos na complexa gestão financeira da vida empresarial, mas esse esporte da mente ensina várias lições importantes e ajuda a desenvolver diversas habilidades facilmente transferíveis para essa e outras áreas relacionadas aos negócios, fatores que o tornam uma das melhores opções de passatempo para todos os empreendedores.

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