Defina os Salários em Equipe

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Já falamos aqui no blog de várias estratégias como o trabalho à distância, férias ilimitadas, abertura do financeiro, entre tantas outras experiências que usamos na LUZ e incentivamos nossos clientes e amigos. Todas essas ideias dividem um único objetivo: desenfantilizar as relações entre as pessoas. O que isso quer dizer? Nos relacionarmos como iguais, possuindo todos os envolvidos autonomia, ciência e responsabilidade por suas decisões.

Além disso, muitas dessas propostas simplesmente tem como objetivo trazer à tona discussões que, tradicionalmente, são feitas através da “‘rádio-corredor” ou no choppinho de alguma “panelinha” da empresa. Os conflitos sempre vão existir – Graças a Deus – e, na verdade, a única opção que temos é lidar com eles ou deixar a bomba estourar fora de nosso controle.

Portanto, vou dar mais um passo e sugerir mais uma “nova” estratégia: definam os salários da equipe abertamente em conjunto. Por equipe, entenda-se a empresa inteira ou seus departamentos individualmente. Desde modo, evita-se as velhas reclamações sobre salário. Lembrando que é uma reunião difícil, mas que o objetivo é chegar-se a um consenso no qual todos, cientes do orçamento e das limitações da empresa, concordem que é a melhor divisão possível no momento.

 

Como vocês enxergam isso? Algum leitor já tentou na sua empresa?

 

 

obs1: os métodos da LUZ sempre tem como objetivo as pequenas empresas, portanto não quero de maneira alguma falar que esse deve ser um método universal.
 
obs2: a maioria das objeções sobre esses novos métodos vem da premissa de que os métodos “tradicionais” já consertaram a causa, quando na verdade apenas colocou-se mais uma etapa para a consequência. Pensar sobre a frase “quem vigiará os vigias?”
 
obs3: essa ideia não é realmente nova, pois Ricardo Semler já contou as suas experiências com isso no seu livro “Você Está Louco!”, de lançado em 2006.
 
obs4: Não vamos confundir simplicidade do conceito apresentado com amadorismo. É a qualidade final do produto que caracteriza o profissionalismo da empresa, não a complexidade dos seus processo.
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2 COMENTÁRIOS

  1. Leandro,
    É, o tema é delicado e exige que se coloque premissas como aquelas que você chamou de “observações”.
    Acho que faltou uma: o processo de discussão dos salários deverá ser também um processo de seleção. Quem não se sentir à vontade e não proceder para construir, deverá deixar a empresa. É o método de reconhecer “as tartarugas que estão em cima da árvore”.
    Um abraço.

  2. Oi Platinetti,

    Obrigado por adicionar mais essa ótica à discussão. Realmente, acho que é importante que isso fique claro no processo de seleção, a partir do momento que a empresa adote como padrão.

    No mais, a história das tartarugas nas árvores é excelente. Agradeço por refrescar a minha memória.

    Grande abraço!

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