Meritocracia: uma ideia do passado?

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Meritocracia é uma daquelas palavras do momento né? Bonita pra caramba. O bom sobe, o ruim sai. Quem merece ganha, quem não merece não ganha. Simples, justo, eficaz. Isso gera melhoria contínua no sistema e nós somos “justos” ao aplicar o conceito à risca. Mas….. será que as coisas são tão simples assim?

Afinal, o que é meritocracia?

Meritocracia nas empresas - LUZ Geração Empreendedora

Antes de começar a analisar o termo, vamos defini-lo. Apesar de ter surgido na Grécia antiga como uma ideologia de governo, Meritocracia, segundo a wikipedia, foi aplicada pela primeira vez 6 séculos antes de Cristo. Confúcio foi o primeiro a dizer, “Galera, vamos ser governados por quem merece e não quem recebeu o cargo por herança?” (não exatamente nessas palavras).

A ideia é tão interessante, que OSHO, um guru/filósofo/homem muito controverso do século passado sugeriu que tanto a democracia quanto socialismo fossem substituídos por um modelo puramente meritocrático. Interessante, não? Mas beleza, o que temos que entender:

a. Meritocracia surgiu na academia (filósofos e estudiosos pensaram nela) depois foi para a prática. Funciona bem no papel. Já vimos isso por aí, né? Vide exemplos desde o sistema econômico vigente a planos de negócios.

b. Meritocracia é uma utopia, algo que é, no máximo, um rumo para a sociedade, não um modelo de gestão para empresas, muito menos algo a ser seguido à risca no mundo corporativo.

Vamos agora aos porquês!

Quais os problemas da meritocracia?

Problemas da Meritocracia

A meritocracia é tão bonita, tão certinha, faz tanto sentido, que é muito difícil ser (parcialmente) contra. Quem discorda do grande Aristóteles aqui em cima? É como fome zero, qualidade total e outros termos que, isoladamente, são incontestáveis.

Vamos contestar, portanto, utilizando um exemplo da vida real: Estados Unidos da América, o país mais meritocrático do mundo. Lá é a terra da liberdade, no mercado todo mundo pode se comer vivo, o que importa é o “melhor” sobressair no final, certo? Ótimo, meritocracia na veia.

Pois é, o 1% mais rico dos Estados Unidos, entre 1976 e 2007 reteve 58% da grana que foi gerada dentro do país nesse período. Eles detinham 8,9% do que era produzido nos EUA e, em 2007 esse número quase triplicou, chegando a 23,5% da grana. (Fault Lines – Raghuram G. Rajan) E aí, eles “merecem?” Eles trabalharam mais e/ou melhor do que os outros 99% do país? Tenho dificuldade em acreditar que esse 1% merecia 58% da grana!

Em outro ótimo livro “O Mal Ronda a Terra”, Tony Judt mostra como o dinheiro dos pais determinou o sucesso financeiro dos filhos com o passar dos anos. O gráfico segue abaixo:

Esse gráfico diz que, na década 2000, quase 35% da renda da população poderia ser explicada ao olhar a renda dos seus pais (Obs.: esse índice TRIPLICOU em 20 anos). “Ora”, isso me fez pensar, “se vivemos numa sociedade onde o melhor fica em cima e o pior fica embaixo, por que o fator “grana dos pais” pesa tanto? Por que a riqueza está sendo concentrada na mão de poucos? Eles são uma raça superior? Como a meritocracia acabou gerando um sistema de castas, justamente o ideal oposto ao que nos propomos a ser?!?!”

É aí que a teoria encontra a prática

Se seu pai tem grana, você teve uma educação boa. Se teve educação boa, será mais capacitado do que um cara que não teve, portanto é só “jogar cumprindo tabela” que você ficará em cima. E aí, isso é justo? Quem tem mais mérito: (1) a pessoa que estuda todo dia 12 horas por dia com professores ruins que matam aula e estão desmotivados para trabalhar. Por consequência, o deixam semi analfabeto; ou (2) a pessoa que passa metade da vida drogado e buscando mulheres e a outra metade aprendendo com os professores mais gabaritados e no final sabe escrever e falar bem? Quem é “o merecedor”?

Não estou dizendo que a pessoa retratada em (1) é a maioria entre os pobres e em (2) é a maioria entre os ricos. Mas (1) e (2) existem e, hoje, (2) tem muito mais chances de ser bem sucedida na maioria dos países.

Fechando a parte social/política, como disse o gloriosíssimo e muito mal interpretado Adam Smith, “nenhuma sociedade pode estar se desenvolvendo e feliz, se a grande parte dos seus membros são pobres e miseráveis.” O que a meritocracia obriga é justamente que a riqueza seja concentrada em “poucos e bons”, enquanto os outros pagam o pato num ciclo vicioso. Você é rico e está se dando bem no ciclo? Beleza, então vamos aos últimos gráficos. Este primeiro descreve a relação entre desigualdade financeira num país e problemas de saúde e sociais da população e o segundo, a relação entre desigualdade e número de homicídios:

Desigualdade e doenças mentais - LUZ Geração Empreendedora

Violência numa sociedade meritocrática - LUZ Geração Empreendedora

Alguma relação?!?! como disse Fábio Barbosa em sua palestra no TED:

“Não dá para ir bem indefinidamente num país que vai mal … blindar carro, subir muro e morar em condomínio não vai resolver o problema.”

Se você é um dos ricos que se “beneficia” com o sistema, lembre que seu sucesso financeiro pessoal pode ser o motivo pelo qual você será assaltado na esquina… E não seja infantil de achar que “a culpa é do pivete”. Como aprendemos nas primeiras aulas de biologia, “somos fruto do nosso meio”.

Como diria nosso querido Merovingian (a partir dos 3:00), “Causalidade, não há como fugir dela.. nossa única esperança é tentar entender, entender o por quê.”

Agora vamos à meritocracia nas empresas!

Calibrando para nossa realidade

Meritocracia nas empresas - LUZ Geração Empreendedora

É claro que pensar no sucesso de um país ou do mundo requer que todos (ou pelo menos a maioria) fiquem bem e, estritamente falando, ao pensar no sucesso da sua empresa você quer o bem dela e de quem lá dentro está, correto? Portanto outros fatores entram em jogo e o problema muda.

11 em 10 livros de gestão que você pegar falarão sobre a importância de se definir metas e etc, e nós inclusive somos à favor disso! Metas tem um valor bom de motivação, costumo compará-las à panfletagem: barato, costuma ajudar muito na venda e tem efeito e duração imediatos.

Agora daí a achar que você poderá tomar todas as decisões da sua empresa baseado nesses números é um salto. Responda às seguintes perguntas:

a. Você consegue medir exatamente o que cada um produziu? Onde começa o trabalho de um e acaba o do outro?

b. As metas são 100% justas e saudáveis? Isto é, faz sentido para o funcionário e, quando ele ficar viciado em só correr atrás dela (acredite, ele vai), sua empresa continuará saudável?

c. Você está conseguindo oferecer as mesmas condições para todos os colaboradores buscarem suas metas?

Se você respondeu não a uma dessas perguntas, já viu que o buraco é mais fundo, né? Mas vou te dizer que o problema não está nem na dificuldade de se tomar decisões justas. Até porque se você, querido empreendedor, ainda acha que sempre haverá uma resposta justa ou certa para seu negócio, está na hora de desistir desse conceito, que também é utópico! Os dois principais problemas de ser apenas “meritocrático” são:

a. Hiperindividualismo

Seu funcionário não é ninguem - LUZ Geração Empreendedora

Quando você implanta a meritocracia na sua empresa, basicamente a mensagem que você está passando é “cada um por si e Deus por todos”. Esses sistemas naturalmente fazem com que as pessoas busquem seu próprios objetivos, queiram ser seus próprios “super homens”. Isso reduz as interações entre funcionários (e, portanto cooperação que gera valor e relacionamentos que podem ser importantíssimos no futuro) e gera uma selva dentro da empresa.

Sinceramente, embora o pessoal da AB Inbev ache lindo as tensões e conflitos internos gerados, isso gera um ambiente extremamente hostil, ou “abrasivo” (como descrito nessa palestra), onde as pessoas entendem que estão num processo de seleção natural. Isso gera muito estresse, um passando a perna no outro. Conheço dezenas de pessoas boas que largaram empresas ditas meritocráticas porque não aguentavam o clima lá dentro.

Lembre-se também que numa startup ou pequena empresa, muitas vezes é imprescindível que pessoas atuem em várias áreas, apaguem incêndios e, muitas vezes inclusive, façam o trabalho do outro. Se você tem uma cultura “cada macaco cuida do seu galho”, será difícil superar as barreiras que surgirão.

Por fim, e talvez mais importante, é evidente que hoje o que gera valor é a cooperação. Tente resgatar seus melhores projetos/feitos e pense quantos deles você fez sozinho…. Ao gerar esse clima de competitividade, você acaba desperdiçando um potencial imenso da equipe gerar um resultado do tipo 1+1 é maior do que 2.

b. As pessoas na sua empresa tem que apertar parafuso o dia todo?

Se não, assista a essa ótima palestra do Dan Pink e entenda por que muitas vezes nem vale a pena botar metas financeiras para “motivar”. Para quem está sem tempo de assistí-la, basicamente a ideia é que para problemas relativamente fáceis (como apertar parafuso, fazer um maior número de sanduíches, subir escada, etc), dinheiro ajuda. Mas para problemas complexos (os que a maioria de nós lida todo dia), o dinheiro gera um incentivo negativo.

Comprovadamente pessoas que receberiam dinheiro para resolver um desafio acabavam demorando mais tempo do que os não tinham premiação envolvida. Loucura, não?

Portanto fora penalizar muitas vezes financeiramente, psicologicamente e moralmente de forma injusta muitas pessoas, você ainda gera problemas para você mesmo!

Conclusão

Meritocracia é uma ideia legal, mas está longe de garantir a prosperidade do seu negócio. Especialmente quando pensada de maneira isolada.

Não necessariamente ela vai melhorar a tomada de decisões ou ser uma ferramenta que invariavelmente te ajuda na produção/venda/qualquer outro objetivo que sua empresa tenha. Por fim, como dito acima, somos fruto do nosso ambiente, portanto ficar olhando os números dos funcionários e tomar decisão em cima deles é fácil, mas pode ser uma péssima ideia.

Entenda mais os fatores humanos, e como eles estão pesando na motivação dos seus sócios/funcionários, do que do resto! Para ler mais sobre isso, temos um artigo com dicas sobre.

O ministério do trabalho adverte: use meritocracia, mas com moderação!

E aí, curtiu? Compartilhe! Comente! Quais experiências você já teve tentando “implantar um sistema meritocrático” na sua empresa?

 

29 COMENTÁRIOS

  1. Meus amigos, otimo post! Sou ex AB Inbev e senti na pele o que eh ter uma matilha raivosa como chefes e co-workers… Hj tenho buscado um ambiente mais propicio a ideias! Sobre meus projetos que desenvolvi enquanto estive la? Bem, nunca ouvi um “boa iniciativa, vamos estudar a possibilidade”… coincidencia ou nao, ja soube que um deles esta em pratica e, alguem, colhendo os frutos como autor! Eis a MERITOCRACIA!!! 🙂

  2. Fala grande Rodrigo!

    Muito obrigado pelo seu comentário, de fato um testemunho aqui ajuda muito a transmitir a ideia 🙂

    Inclusive desde ontem queria alterar uma parte do post e vc me motivou a fazê-lo com sua frase “um ambiente mais propício a ideias”. Acho que não deixei claro o bastante o valor que isso tem.

    Muito obrigado!

    Forte abs,

  3. Nunca comentei aqui mas estou sempre acompanhando o blog, dando uma lida neste post foi impossível não deixar aqui o registro.

    Fantástico! Bem escrito, explicado e com ótimas referências! Parabéns!

  4. Olá Vinícius,

    Bom dia. Fico feliz que tenha quebrado a barreira do 1o comentário! Que seja o primeiro de muitos….

    E muito obrigado pelos elogios! Semana que vem eu volto tentando superar esse.

    Abs!

  5. Fala VJ! Que prazer ver você comentando por aqui.

    Pois é, imagine eu mandando esse papo há 1,5 anos atrás! hahaha loucura como as coisas mudam né?

    Abração!

  6. Olá Fabíola! Adorei sua empolgação falando do blog! 🙂

    Gostei mais ainda das suas colocações, já que muitas vezes faltam discordâncias por aqui. Tudo o que você falou vai exatamente de encontro com o discurso do Carlos Brito, Lehmann, Prof. Falconi e os outros do meio GP. Fico feliz que eles tenham conseguido de fato fazer algo transparente e o mais justo possível e que você tenha crescido muito com isso. Esse é, de fato, o lado bom do modelo.

    Minha única ressalva ao seu comentário é com relação à sua atual empresa. Uma pena você ter essa experiência, pois seria interessante que você entrasse numa empresa com uma mentalidade mais “branda” e visse os lados positivos desse modelo também. Ou seja, minha ressalva é: “muito legal sua experiência no GP, mas por favor não pense que todas as empresas que não são extremamente meritocráticas sejam burocráticas, chatas de se trabalhar e pouco desafiadoras.””

    Mais uma vez, obrigado por mostrar o outro lado da moeda!

    Bjs!

  7. Mariana,

    Seja bem vinda! Que você se torne uma leitora assídua dos nossos artigos (faremos nossa parte para isso 😉 )

    Lutaremos por uma sociedade e empresas mais humanas e justas, pode deixar que também estamos fazendo nossa parte com os braços que temos.

    Bjão e volte sempre!

  8. Olá,

    Adoooro o blog!

    A experiência que tive com meritocracia foi em umandas empresas controladas pela GP INVESTIMENTOS (all, ambev, etc).

    Posso dizer que eu gostei MUITO. Primeiro que tinha todo um planejamento e desdobramento das metas até nível colaborador/funcionário.

    O cálculo era transparente. As metas agressivas, claro, mas não impossíveis. Tínhamos acesso a um software chamado Corporater que nos permitia ver diariamente o quão próximos/ distantes estávamos do resultado.

    E me adaptei muito bem. Hoje até sinto saudades de primeiro poder ter uma remuneração REALMENTE diferenciada, segundo discordo que em ambientes de meritocracia não se cultive ideias. Na empresa em que trabalhei as pessoas eram sedentas de boas ideias, éramos estimulados a sempre contribuir mais, a conhecer bem o negócio para poder compartilhar ideias bacanas.

    A mágica de tudo isso realmente não seria perfeita se as metas não fossem claras, se o método não fosse transparente, se a medição não fosse pública e se o cálculo fosse privilégio apenas do planejamento finanaceiro.

    Hoje trabalhando em uma empresa que prega hierarquia, sinto que a burocracia do dia a dia suga um pocio da minha energia. Para mim o ambiente meritocrático foi uma vivência dinâmica, que rstimulou o relacionamento em rede, me desafiava a querer sempre melhor, a superar sempre resultados e sem falar que era um ambiente ótimo e totalmente propício para ideias!

    Bjo!

  9. Lito, sempre leio seus artigos por aqui e devo dizer: impressionante!! Como você respondeu ao Victor, nem parece você mandando um papo desses!! xD

    Parabéns pelos artigos, são sempre muito bons! Porém esse, agora é o meu favorito!

    Vamos mudar essa bagunça! Abração e boa sorte! ; )

  10. Fala Thiago,

    Quanto tempo! Que bom que você gosta dos artigos, sinto-me honrado de ver a audiência do blog crescendo e estamos nos esforçando bastante para gerar conteúdo cada vez mais relevante.

    E é verdade, quem estava naquelas reuniões em 2010 apostaria que nunca veria eu escrever algo desse tipo né? Acho (ou espero) que isso demonstra evolução no nosso modo de pensar. Quem sabe daqui a um ano estou acabando com esse post aqui? haha

    Abs!

  11. Fala, Guilherme. Bacana seu comentario. Particularmente, acredito que possa ter havido uma confusao entre meritocracia e individualismo. Pois, se os valores da organizacao envolverem trabalho coletivo – o que nao eh tao anormal – esse elemento passa a ser determinante no merito do colaborador. Entretanto, organizacoes que promovem a competicao extrema entre tudo e todos apresentara a meritocracia retratada por voce no texto

  12. Fala Fábio!

    Que bom que você também está por aqui 🙂

    Sim, houve uma confusão entre meritocracia e individualismo. De certa forma bem consciente, pois a meritocracia, caso não direcionada explicitamente para a colaboração (e até mesmo de certa forma nesses casos), gera o individualismo exacerbado que vemos hoje na sociedade e empresas.

    Seu comentário é muito válido pois existe essa distinção, mas acho importante deixar bem claro que, em 99% dos casos, um leva ao outro.

    Obs: confesso que não li todo o seu livro porque estou com uma pilha imensa ao lado da cama, mas da boa parte que li gostei muito e já doei para uma ONG muito legal lá na Maré que trabalha com crianças com trauma de infância e que precisam muito da injeção de gás que você dá.

    Parabéns!

    Forte abs,

  13. Excelente post Lito!
    Agora o que Lemann,Sicupira e Telles falam é que a maior especialidade que eles desenvolveram é achar pessoas que se adequavam a cultura competitiva da empresa.Logo a meritocracia tem que estar de acordo com a cultura da empresa. Se uma pessoa não se adapta quer dizer que estar em desacordo com a cultura(+ valores) .
    Outro grande exemplo de meritocracia levada ao extremo é o BTG Pactual onde as pessoas que ficam menos de 10h/dia são mal vistas pelos companheiros.

  14. Olá Antonio!

    Tudo bem? De fato os “três mosqueteiros” são bons de atrair e motivar pessoas assim. Eu entendo perfeitamente que parte da minha crítica também se apoia no fato de que eu não me adaptaria a um sistema desses, por isso, ótimo comentário! Mas vale sempre lembrar que, no extremo, as relações não são saudáveis, e que a vida é mais do que apenas trabalhar.

    Sobre as pessoas serem mal vistas, outro dia ouvi que o primeiro a sair do trabalho era aplaudido em uma empresa. Dessa forma sair do trabalho todo dia é como uma prova de líder do Big Brother!

    • Olá Antonio!

      É ótimo ve-lo por aqui novamente. Hoje sou o “diretor” de RH (tenho um pouco de receio de dar esses nomes pomposos) da LUZ e devo dizer que o reconhecimento é uma grande prioridade nossa.

      Quando batemos palmas? Sempre que há oportunidade. Temos uma reunião de sócios por semana onde discutimos o que avançou/surgiu, uma quinzenal com nosso CEO, onde recebemos elogios quando merecemos e, por fim, uma de prestação de contas
      Mensal, onde comparamos o planejado e realizado. Isso sem contar com o planejamento estratégico trimestral, onde ocorre A grande avaliação.

      Fora o natural do dia a dia (“mandou muito bem no post”, “quebrou na reunião”, etc) esses são os momentos oficiais de “bateção de palmas”.

      Valeu pela pergunta 🙂

      Obs: desculpe possíveis erros de digitação, estou no iPhone.

      Abs!

  15. Obrigado pelas respostas Lito.

    Realmente todos da Luz estão de parabéns,trabalho muito diferenciado!
    Sonho ver o rh de todas as empresas com esse espírito.

    Abs!

  16. Não se pode cometer equívocos e tentar menosprezar a meritocracia tecendo comentários fundados em insucessos de alguns.Tampouco se deve colocar exemplo de pessoas indolentes nesse ambiente que prevê a cooperação e a atuação de pessoas competentes, responsáveis e comprometidas. O sucesso depende sim do esforço de cada pessoa. A coisa é pessoal.O articulista e comentarista não foi feliz em dar como exemplo negativo os malfeitos e a irresponsabilidade de determinadas pessoas. Por exemplo quando fala de filhos de ricos e que por serem filhos de pessoas abastadas têm mais oportunidade social como que tudo acontecesse em função da herança que recebem. Tenho visto, e isso é bastante comum, que filhos de pessoas ricas, provenientes de familias abastadas nem sempre estão preparadas para dar continuidade nos negócios de seus pais. O que ocorre é que pessoas desse satatus têm a vantegem oferecida ou favorecida pelas forças sociais e políticas desonestas que lhe propciaim , ainda que com apoio de oportunista darem continuidade em tais negócios. Está o articulista confundindo riqueza monetária com potencial intelectual. Não é verdae que os filhos de ricos têm mais oportunidade que os filhos dos pobres. Pois, os filhos dos de classe menos abastadas administram melhior seus tempos enquanto os ricos desperdiçam-no e aí de nada adianta tal riqueza. O dinheiro, a riqueza não gera pessoas com mais capacidade intelectual e tampouco com mais ou menos vantagem de perfeito uso de seu raciocínio. Em geral os provenientes de familias mais abastadas se perdem nos vícios e até nas farrs oméricas sem ter a mínima condição de se conduzirem… Vamos implementar a meritocracia e veremo quão boa e interessante é. Quem mais se esforça deve colher seus melhores fruto independente do lar em que foram criados, se em lares ricos ou pobres.

  17. Fala Daniel!

    Muito obrigado pelo comentário, gosto muito quando discordam pois é aí que geramos valor.

    Seu comentário foi muito bom, vou apenas responder alguns pontos nos quais acredito que não tenha me explicado bem ao longo do texto (e vou reduzir a pobres e ricos a distinção de classes para encurtar a resposta, mas é claro que o conceito é mais amplo e essas palavras são pejorativas).

    Muito legal o que você falou sobre ricos não usarem bem sua fortuna. Isso de fato é verdade em muitos casos, mas pelo que você falou, ricos não tem mais oportunidade porque não sabem aproveitá-las. 1o vale reconhecer que SIM eles tem mais oportunidades mas ALGUNS não aproveitam. O outro fato que pesa muito e que era o principal do post é que antes deles não aproveitarem a fortuna, tem 15, 20, 25 anos de educação de ponta, com professores que vão à aula, viagens para exterior que lhes dão referências, com contatos que abrem portas, etc. Tangibilizando minha discordância, na faculdade de engenharia comecei com 70% da sala sendo bolsista, e no final esse índice é de menos de 20%. Nas melhores oportunidades de emprego que vejo, pouquíssimos são os que vieram do ensino público. Por que isso? Os ricos não são mais inteligentes, eles simplesmente foram melhor condicionados, é bem diferente, mas uma realidade. Somos fruto do nosso meio, não?

    Outro ponto que vale ressaltar é que pobres também deixam de aproveitar oportunidades. Talvez pelo próprio condicionamento, muitos já entram no emprego com mentalidade de se beneficiar de leis e etc, isso tem para dar com o pau por aí, portanto vale abrir olho para isso também e não generalizá-los como “os que são faca no dente” porque não é verdade.

    Ou seja, nem eu nem você podemos generalizar, e é aí que chegamos à conclusão do post. Pelo seu comentário pareceu que eu era contra meritocracia. NÃO! Por favor não. Eu quero ser reconhecido pelo meu bom trabalho e acho que isso é importante.

    O problema é que muitos gestores botam TUDO na conta da meritocracia. E isso gera uma cultura canibalizadora que fere a empresa à longo prazo. Portanto encerro aqui como encerrei o post:

    O ministério do trabalho adverte: use meritocracia com moderação!

    Volte sempre com comentários chutando a porta! É desses que gosto mais 🙂

  18. Meu caríssimo Guilherme Lito.

    è claro que o tempo e o espaço nos limitam, mas estou querendo conscientemente criar um Partido Político denominado: Partido Socialista Meritocrático Brasileiro (PSMB. E porque quero ingressar nesta empreitada. Lógico que terei ou teremos muito trabalho pois minha pretensão está muito mais voltada para o ensino, a educação do que propriamente para eleições apenas. Pretendo traçar metas esclarecedoras para o grande público. Parece utópico, até parece, mas estou disposto a pagar o preço. Acho que vale a pena. O povo está muito desinteressado pelo grandes temas, entretanto esse povo sofrido merece descansar à uma sombra de fromdosa árvore. Paralelamente estou em fase de conclusão na criação e instalação de um Tribunal de Mediação de Arbitragem para atender com presteza os que nos procurarem. trata-se de Justiça Privada, rápida e objetiva, sem qq interferência desse sistema judiciário lento e sem objetividade, que prima pela mera aplicação de leis e jamais se dedica a fazer a esperada justiça. Se Vc estiver interessado em qq dessa iniciativa entre em contato. Sou advogado e professor universitario, autor de 4 livros de cunho jurídico. Gostei muito de ter participado desse grupo de debates. Vamos continuar. O povo carece e merece.

  19. Olá Daniel,

    Demorei para responder para faze-lo com calma! Concordo que a política está precisando de uma boa dose do que os gringos chamam de “accountability”, que será atingido através de um sistema de metas mais claro e bem comunicado.

    De fato o incentivo é para os políticos prometerem pouco e de forma vasta para que não consigamos comparar ou avaliar seu desempenho depois. Conte comigo para o que precisar nessa jornada!

    Em resumo, meritocracia não resolve todos os problemas, mas a política certamente está precisando de uma boa injeção.

    Sobre utopias, quem não é utópico não chega a lugar nenhum. O problema é esperar que a utopia aconteça ou se decepcionar com barreiras que encontrar no caminho. Somos muito utópicos também, e sinto que isso nos leva mais longe.

    Por fim, sua iniciativa política me fez lembrar do CLP, conhece? http://clp.org.br/

    Vale a pena conferir!

    Forte abs, continuamos por aqui dispostos a ajudar no que for possível!

  20. gostaria de receber o seu comentário ao meu livro que estou acabando de publicar, em folhetim, no meu blog sonhoscomsorte.
    O que li neste seu artigo reflecte que o senhor ainda não abandonou as ideias do capitalismo (todos os capitalismos existentes do capitalismo de estado ao que ainda sobrevive no Brasil e na Europa). Da anarquia da pré-história, passámos ás monarquias e destas ao capitalismo. E começam a aparecer sinais de mudança para um sistema mais humanista, como o que pretendeu lançar Jesus Cristo. Aguardo o seu comentário. Cumprimentos Alberto Quadros

  21. Olá Alberto, copio abaixo o comentário que fiz lá:

    Bom dia Alberto!

    Muito interessante a prosa, e gostei de ter encontrado o prólogo para entender a mensagem geral que você quer passar.

    O post que você leu, da meritocracia, comenta sobre uma característica de qualquer sistema, não só o capitalista. É claro que o vemos exacerbado pela “competitividade do mercado”, mas o conceito em si é um pouco mais amplo.

    De fato você está corretíssimo, minha crítica foi toda em cima das consequencias de se aplicar essa diretriz nas empresas, o que torna a sociedade mais desigual, criando tensões e etc.

    Sim, acredito que o capitalismo tem data de validade, sim, acredito que devemos mirar num mundo sem (ou com menos) dinheiro, e sim, aprenderemos muito no caminho que nos fará mudar de opinião. Não acredito, porém, em mega-revoluções. Estas, na história, se provaram corruptivas, ineficientes e, muitas vezes, devastadoras. Para mim a solução está no próximo pequeno passo que podemos dar, nesse caso, reduzir essa esquizofrenia meritocrática que tanto nos faz sofrer hoje.

    A partir do momento que isso for feito, as pessoas começarão a entender melhor que dinheiro não é (ou deveria ser) religião, e que as pessoas se amam, não se odeiam e competem por recursos escassos, como a atual economia propõe.

    Muito obrigado pelo comentário, e um forte abraço aos portugueses! Originalmente minha família é de Vila Real, trás os montes, lugar que amo.

    Abs,

  22. Muito legal! Mas, com relaçao a primeira análise da “farsa” da meritocracia.. Faz sentido, mas acho que o buraco vai mais fundo ainda! Até porque o problema apresentado é a desigualdade de oportunidades (básicas), que faz com que a evoluçao por meritocracia seja essa “farsa”, seja superficial e injusta; quando na verdade, as oportunidades é que sao injustas. O verdadeiro problema está nessa educaçao, como voce disse, de “professores ruins que matam aula e estão desmotivados para trabalhar e, por consequencia, o deixam semi analfabeto” – ISSO é urgente de ser transformado, e uma verdadeira revoluçao nesta área, dando a todos o que o deveriam dispor de acordo com o direito mais básico: uma educaçao de qualidade, resolveria muitas das injustiças e pobrezas do nosso país.

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