O Cachimbo e o Mínimo Produto Viável

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Acredito que a arte deve ser compreendida como meio de educação, expressão e, especialmente neste post, comunicação.

Nós precisamos muito mais do que a comunicação verbal para transmitir conceitos que muitas vezes mexem com paradigmas profundos e, em casos, indizíveis.

Atualmente, tenho relacionando a obra abaixo com o conceito do mínimo produto viável, elemento chave das metodologias do customer development e lean-start-up.

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A obra do artista Belga René Magritte coloca, de uma maneira absurdamente simples, a discussão sobre ilusão e realidade, deixando claro que a IMAGEM de um cachimbo, de maneira nenhuma, É o cachimbo.

Essa separação é essencialmente a mesma mentalidade necessária no momento de validar o mercado através de testes que não incluem o produto acabado. Precisamos perceber que estamos SEMPRE vendendo a ilusão do produto e que isso não significa ser anti-ético (não entregar dentro do prazo acordado que seria). Alías, já comentei em outro post  que estamos vivendo uma grande inversão no mercado e as empresas que entendem que em última instância estão vendendo apenas a imagem do cachimbo, irão conseguir chegar aos seus mínimos produtos viáveis mais facilmente e validar as hipóteses realmente relevantes.

Ajudou? 🙂

4 COMENTÁRIOS

  1. Muito boa ideia Leandro!
    Outro exemplo bem didático é GPS versus as ruas e estradas reais. O primeiro é somente uma representação do segundo, portanto existem grandes chances dos dados apresentados nas ferramentas estarem equivocados.
    Quem nunca se deparou com uma rua sem saída ou que não era possível entrar pois a mão havia sido invertida?
    Muitas vezes é melhor ter um GPS mais limitado, que tenha dados somente de uma determinada região, do que possuir um com grande cobertura espacial mas sem garantia de conteúdo correto.

  2. Atualmente talvez valha mais a pena ter um ótimo processo de design, modelagem, simulação e prototipagem do que o próprio processo de manufatura.

  3. Fala Cristovam,

    Se você quis dizer isso no sentido de que algumas vezes o processo de levar o produto ao mercado é mais inovador do que o processo de produção em si, eu concordo plenamente.

    Abraços!

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