5 Visões Práticas de Teorias Motivacionais

O mundo de gestão é cheio de teorias, teoremas, leis e regras. A cada ano surgem novos gurus que espalham novas superstições. Gestores loucos por soluções e alivio nos seus negócios vão atrás de tudo que parece ajudar e muitas vezes acabam frustrados e repetindo a velha frase

“Na prática, a teoria é diferente.”

Portanto, vamos analisar nesse post as 5 teorias mais faladas de motivação de funcionários e como podem ou não serem aplicadas.

1) Teoria da Pirâmide de Necessidades de Maslow

A TEORIA: A mais famosa e conhecida teoria motivacional é a pirâmide de necessidades. Ela prega que temos uma escala de necessidades partindo das mais básicas e vitais como alimento, repouso. Evoluindo para segurança, carinho, amizade e auto-estima. Concluindo com a realização pessoal de nossos sonhos! Nesta ordem.

NA PRÁTICA: Somos complicados para c….Ninguém segue essa ordem bonitinha e não temos como nos pautar nisso. Tem gente que prefere passar fome para ter um celular mais moderno. Outros que preferem ficar sozinhos em troca da sua auto-realização. Enfim, o lado positivo é que os motivos gerais estão listados nessa pirâmide, mas de maneira alguma ela possui uma ordem!

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2) Teoria dos 2 Fatores

A TEORIA: Na teoria dos dois fatores de Herzberg separamos os elementos que motivam as pessoas em dois: os fatores higiênicos e os fatores motivacionais. Basicamente, os fatores higiênicos são aqueles que não geram motivação, mas a sua inexistência causa insatisfação e os fatores motivacionais são aqueles que realmente colocam a pessoa para cima.

NA PRÁTICA: Esses fatores influenciam de maneira desigual as pessoas. Tem gente que considera salário fatore higiênico e outros que consideram motivacionais. Alguns vêem os colegas de trabalho como família e outro não vieram na vida à passeio. Ou seja, é legal conseguir entender o que motiva e o que é simplesmente uma necessidade básica, mas isso provavelmente vai mudar de pessoa para pessoa.

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3) Teoria da Equidade

A TEORIA: A motivação da pessoa está diretamente associada à sua percepção de justiça em relação ao seu esforço e as recompensas obtidas por ele. Logicamente, isso também se aplica à igualdade no tratamento dos funcionários

NA PRÁTICA: Como já dissemos anteriormente, é muito complicado tentar padronizar sentimentos e emoções, sonhos e desejos. No papel, faz muito sentido, mas temos que ter muito cuidado para fazer isso. Muitas empresas acabam simplesmente padronizando o dinheiro oferecido por cargo.

4) Teoria X e Y

A TEORIA: Nesta teoria, colocam-se as pessoas em dois sacos distintos: o X que são as pessoas preguiçosas e que não querem responsabilidades; e as Y que são criativas e proativas. Algumas são boas para trabalhos repetitivos e pouco desafiantes e outras são empreendedoras e devem estar em funções complexas.

NA PRÁTICA: Nem dá para começar a falar sobre isso. Se essa teoria tivesse alguma verdade, qualquer discussão sobre motivação seria simplesmente inútil.

 

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5) Teoria das Expectativas

A TEORIA: A motivação humana pode ser resumida a uma fórmula onde M = P x E, onde a motivação e resultado da multiplicação entre a probabilidade de uma pessoa alcançar a sua expectativa.

NA PRÁTICA: Novamente, a teoria fica no meio do caminho por tentar simplificar demais algo que nunca poderia ser visto dessa maneira.

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