Seja o dono do veleiro, não da lancha!

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Para começar, qual a diferença entre os dois? Muito simples, o dono da lancha é aquele que só quer saber de chegar logo enquanto o dono do veleiro é aquele que deseja apenas ir.

Marinheiros de primeira viagem não sabem, mas empreender é um processo e não um objetivo. É necessário encontrar felicidade e motivação no caminho que será percorrdio, não apenas onde se deseja chegar. O dono de uma empresa é como um velejador que irá enfrentar dias com falta de vento ou com vento contra ou com tempestades e grandes ondas… Um bom empreendedor sabe que terá que lidar com altos e baixos, dias bonitos e dias feios.

Empreender é uma jornada que assim como a vida possui altos e baixos, em uma constante evolução. Podemos até mesmo dizer que não existe um objetivo final nessa jornada, pois, a medida em que se evolui, esses objetivos também se alteram. E é nisso que reside a beleza da vida e de ser empreendedor. Cada dia vencido, cada batalha ganha, cada decisão traz novos conhecimentos, novas descobertas, nos mantendo vivos e em constante evolução.

Mas será que não podemos criar um negócio que seja como uma lancha, que consegue navegar mesmo em momentos ruins? Sim, talvez, mas isso necessitará um alto investimento de capital (alto mesmo) e também não significa que você terá certeza do sucesso. Mesmos empresas que nascem no Vale do Silício, com milhões de dólares investidos, também fracassam. Lanchas, iates também quebram. E, geralmente nessas situações, o nível de frustração, em caso de fracasso, será muito maior e costuma fazer com que se desista de tentar novamente.

Portanto, lembre-se disso: seja um empreendedor velejador. Aproveite a beleza de cada dia e cada desafio, se adapte as condições ao seu redor, invente saídas para enfrentar as adversidades e estratégias para surfas ondas grandes e aproveitar quando o vento estiver ao seu favor. Bons ventos!

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Velejei no meu negocio por 10 anos, um dia um concorrente cortou com um tiro de bazuca as minhas velas.Há quatro anos, estoua deriva tentando achar material para reconstruir a vela, mas hoje recebi o golpe final.A receita federal deu o tiro de misericórdia: excluiu minha empresa do SIMPLES NACIONAL. Como voce vê além de ser velejador, o empreendedor precisa ter bala na agulha para reagir e um escudo antimísseis para se proteger do foga amigo do governo federal.

  2. Oi Marcus! Sem dúvida, a viagem muitas vezes pode ser tempestuosa e levar a um naufrágio. Mas muitos empreendedores de sucesso já naufragaram no passado também. Não desista, continue navegando!

  3. Belíssimo texto. É bem por aí. Quero entrar nesse mundo empreendedor, onde cada dia é uma batalha diferente. Porém, diferentemente de ser empregado, as suas atitudes podem gerar consequências drásticas ou fantásticas. Isso move para o sucesso.

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